“ Que m****…, dois lixeiros desejando felicidades”

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Qualquer principiante no rádio ou na Tv sabe que não se deve conversar em estúdio quando não está no ar. Falar palavrão então é razão de advertência, como já presenciei uma vez como radialista. Um colega soltou “P***… que P****…”, com o microfone desligado, claro, e foi advertido. Por isso um jornalista experiente como o Boris Casoy, não poderia, nem no auge do seu mau humor, fazer o comentário que fez no Jornal da Band, no último dia do ano passado.

“Que m****… dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… dois lixeiros… o mais baixo na escala de trabalho..”, disse o apresentador enquanto o vídeo mostrava a vinheta do telejornal. Será que ele não aprendeu na faculdade ou na vida que isso não se faz? Difícil dizer o que é pior, falar dentro do estúdio algo fora do script ou menosprezar uma classe de milhares de trabalhadores se achando melhor. Como jornalista ele deveria saber que a maioria absoluta das pessoas do nosso país é de origem humilde e se ele sabe alguma coisa e está onde está hoje é por que outras pessoas o ensinaram. Não estou falando de faculdade ou cursos. Condecorações, diplomas e afins, sem vivência, não tem serventia nenhuma. Será que esse cidadão ficaria satisfeito se fosse humilhado antes de estudar? Ou se fosse discriminado devido à deficiência física que tem, como sequela de uma poliomielite que contraiu quando era ainda uma criança? Logo ele, que era jornalista do impresso e caiu de pára-quedas na televisão vai desvalorizar a profissão de alguém? E quem ele pensa que é o público da Band e do telejornal que apresenta? Mesmo sem ter dados científicos afirmo com convicção que o público que assiste a esse tipo de programa na Tv aberta é predominantemente das classes “C”, “D” e “E”. As classes “A” e “B” tem pelo menos umas dez opções de canais jornalísticos na Tv à cabo. O senhor Boris não pode se esquecer ainda, que o jornalismo da Globo e da Record é infinitamente superior ao da Band, portanto existem muitos melhores que ele e nem por isso fazem o que ele fez.

O principal objetivo de qualquer ser humano deve ser aprender, ensinar, ajudar e buscar a felicidade nos mais simples gestos. Pode parecer piegas, mas é o que penso. Ao ver as expressões simpáticas dos dois garis desejando boas festas aos telespectadores, tenho certeza que suas atitudes, naquele momento foram de uma nobreza extrema enquanto que o comportamento do senhor Casoy foi desprezível. Se quer falar mal de alguém, que fale dos senadores, governadores, deputados e outros que surrupiam os cofres públicos. O pedido de desculpas apresentado é o mínimo que poderia acontecer. A direção da emissora e o Sindicato dos garis, acredito que exista, deveriam tomar meditas também. “Isso é uma vergonha!”

Sobre Feed do Autor

Operário da vida... Graduado em Comunicação Social... Pós Graduado em Gestão Estratégica em Marketing e eterno aprendiz do dia-a-dia, principal faculdade. Jornalista, radialista, articulista, consultor, palestrante e estudioso. Acredito que grandes soluções podem estar nas coisas simples e na humildade de aprender. Aprendi em várias emissoras de rádio onde atuei no centro oeste mineiro... aprendi nos jornais para os quais escrevi e continuo escrevendo... aprendi muito com cada um dos profissionais das empresas onde prestei serviço de assessoria ou consultoria... aprendi e continuo aprendendo com minha família, meus amigos e meus ir.: ... com cada cliente, com cada amigo... continuo aprendendo... assim seja...

1 comentário para ““ Que m****…, dois lixeiros desejando felicidades””

  1. E. Landi diz:

    Isto que aconteceu com Casoy não é um fato totalmente estarrecedor. Para quem milita nos meios radiofônicos trata-se apenas da pontinha do iceberg. Todos sabem que radialistas e afins, quando estão com os microfones abertos gostam de jogar para a galera; serem simpáticos e ecologicamente corretos. Faz parte da cartilha para angariar audiência. Contudo, com os microfones fechados externam sua opiniões próprias, exatamente como faz qualquer pessoa distante de um publico. Sem querer entrar no mérito dessa declaração do nobre apresentador vazada para os telespectadores, digo que a mesma não me espanta, devido reconhecer, que muitos profissionais da área, quando se encontram diante de um microfone se sentem um semi-deus; donos da verdade, do bem e do mal!…

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