A Inclusão do aluno com necessidades especiais – Epiléticos.

Categorias: Geografia
Tags: , , ,
Escrito por:
8 Comentários Compartilhe Imprimir Email
Não gostou desse artigo?Gostou desse artigo?+1 1
Loading ... Loading ...
364

A Inclusão do aluno com necessidades especiais – Epiléticos.

A Lei Federal n° 7853, de 24 de outubro de 1989, assegura os direitos básicos dos portadores de deficiência. Em seu artigo 8º constitui como crime punível com reclusão (prisão) de 1 a 4 anos e multa, quem: Recusar, suspender, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, porque é portador de deficiência.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948 relaciona os seguintes direitos que valem para todos, isto é, os chamados direitos humanos ou da cidadania: Destacamos um deles:

Direitos Sociais: direito à alimentação; à moradia; à saúde; à previdência e assistência; à

educação; à cultura; e direito à participação nos frutos do progresso científico (Art.25 ao 28). A inclusão social das pessoas com deficiências significa torná-las participantes da

vida social, econômica e política, assegurando o respeito aos seus direitos.

Falar da inclusão de deficientes na sala de aula se transformou num assunto corriqueiro em toda unidade escolar, mas implantar sistemas para atender esses alunos é o grande impasse que a educação tenta resolver. Um dos maiores problemas e habilitar e capacitar profissionais que venha orientar e dar assistências a esse novo alunado. Hoje a educação investe em capacitar professores com curso de libras, remaneja, amplia e cria acesso para portadores de deficiência física, incluindo esses deficientes em salas com alunos normais. Mas nem todos os deficientes têm essa facilidade de ser aceito, existindo ainda falta de informação, descaso e ate preconceito em relação a alguns tipos de deficiência, como é o caso do epilético que muitos acham que é uma doença contagiosa, que a saliva (baba), é o veiculo de transmissão e por preconceito, ignorância, acabam por não ajudar portadores de epilepsia quando estão tendo uma crise convulsiva.

A escola tem que estar preparada para receber alunos portadores da epilepsia, assim bem como qualquer outro tipo de deficiência. Ela tem que criar um ambiente em que o aluno portador não se sinta excluído e ao mesmo tempo ele se sinta seguro para poder participar ativamente das aulas e ter um bom desempenho nos estudos.

A unidade escolar se preciso for, deverá modificar sua estrutura e serviços para que esses portadores sejam capazes de interagir naturalmente na escola. Que a escola se transforme e se modifique para tornar viável a convivência entre pessoas, na realização de seus sonhos, de suprir suas necessidades e potencialidades.

Fazer palestra, seminário e encontros para explicar que a epilepsia é uma doença neurológica crônica, podendo ser progressiva na maioria dos casos, principalmente no que se relacionam as alterações cognitivas, freqüência e gravidade dos eventos críticos. É uma doença que muitas vezes é de difícil controle, sendo que algumas pessoas, mesmo tomado os medicamentos, tendem a ter crises constantes, descarga elétrica cerebral desorganizada que se propaga para toda a região do cérebro. Que não é uma doença contagiosa, é uma deficiência nos neurônios, e a saliva é devido os músculos se contraírem e o individuo em crise não conseguir controlar esse mecanismo de ingerir, já é um bom começo.

Atualmente são varias as classes que trabalham para mudar a sociedade, a estrutura dos seus sistemas sociais e defender o processo de inclusão social, tais como educação, trabalho, saúde e lazer etc. Quando isto acontece, podemos falar em educação inclusiva. E no caso do epiletico, ainda sao poucas as informaçoes e pouco divulgada, deixando todo o quadro escolar, as cegas de como lidar e incluir esses tipos de alunos e por falta de conhecimento acaba por se omitir quanto a esse tipo de deficiencia.

Os portadores são geralmente pessoas retraídas, até porque parte da sociedade, sem conhecimento da doença, acaba por discriminá-los, isolá-los e consequentemente essas pessoas tem dificuldade em se relacionar.

A escola ao receber alunos com esse tipo de doença, deve se preparar, pesquisar e conversar com o aluno sobre a importância de comunicar a todos que fazem parte da unidade escolar, seja a direção, funcionários, professores e alunados sobre o que são convulsões, como se apresenta ,como ajudar e mais importante, conscientizá-las de que essa doença não é contagiosa.

Por maior que seja a preparação da unidade escolar para acolher os portadores, em relação a este processo de inclusão, ela precisa esta ciente das leis e programas que acolhem esses deficientes. A elaboração de políticas e leis para a inclusão social levou a criação de vários programas voltados para atender as necessidades de pessoas com algum tipo de deficiência nos últimos 50 anos. Criou-se um mecanismo de adaptação dos deficientes aos sistemas sociais comuns.

Em 20 de Novembro de 1959, passa a vigorar na Ata da Declaração Universal dos Direitos das Crianças – UNICEF,. Citei aqui dois principios que considero principal para assegurar os direitos e inclusao dos deficientes, que diz que toda criança tem Direitos á :

Princípio I – À igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.

Princípio V – Direito à educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente.

A criança física ou mentalmente deficiente ou aquela que sofre de algum impedimento social deve receber o tratamento, a educação e os cuidados especiais que requeira o seu caso particular.

No caso do epilético, informação e conscientização são as bases necessárias para que o portador dessa deficiência sinta-se incluindo e aceito numa unidade escolar. A participação dos pais é muito importante, afinal, eles sabem como lidar melhor com o problema de seus filhos e repassa-los e notificar alguns sintomas que sucedem as crises é muito importante nessa parceria para o bem estar do aluno. Como foi citado acima, existem vários tipos de crises, por isso é bom saber qual o tipo de crise que esse aluno apresenta como: podendo se manifesta como uma alteração comportamental, na qual o individuo fala coisas sem sentido, por movimentos estereotipados de um membro, ou mesmo através de episódios no qual a pessoa parece ficar “fora do ar”, ficando com o olhar parado, fixo e sem contato com o ambiente. A crise do tipo em que o individuo se entorta e se debate, é muito perigosa, pois se não tiver ajuda, ele pode se ferir gravemente. O importante é deixar os alunos, funcionários e professores avisados que em qualquer mudança desse aluno, eles devem se aproximar e se entrar em crise, deita-lo no chão, virar a cabeça para o lado e segura-lo para que ele não se machuque e, podendo levar poucos minutos ou alguns segundos.

Após a crise, a pessoa sente dores musculares, mal-estar, dor de cabeça, dificuldade de concentração e sonolência. Em alguns casos ocorrem fraturas por causa da intensa contração muscular. Caso a crise se estenda, a unidade escolar tem que imediatamente chamar uma unidade de saúde, ou leva-lo ao pronto socorro mais próximo.

A inclusão social é uma questão de políticas públicas, surgindo a necessidade de uma atualização das diversas políticas sociais. Quanto mais sistemas comuns da sociedade adotarem a inclusão mais cedo ocorrera a construção de uma verdadeira sociedade para todos: a sociedade inclusiva.

Ora, se o direito universal à saúde não está associado aos demais e, além disso, é cumprido de modo insuficiente pela sociedade e o Estado, o direito à saúde específica das pessoas com deficiência igualmente será fragilizado ou mesmo negado.

Esses direitos foram, e vêm sendo conquistados, porém para se fazer cumprir, é até vergonhoso citar que muita gente não respeita, discrimina e humilha as pessoas com algum tipo de deficiência. Muitos conhecem as leis sabem, mas a lei nem sempre é cumprida e, na realidade uma parte significativa da população ainda vive à margem da omissao.

Sobre Feed do Autor

Licencianda em geografia, Pos-graduada em Meio ambiente e Sanitarismo e Mestrado em Ciência da Educação.

8 comentário para “A Inclusão do aluno com necessidades especiais – Epiléticos.”

  1. celso mala diz:

    sou epiletico, gostei muito do texto. Ja passei por varios transtornos na escola , a maioria nao encostava achando que a epilepsia e contagiosa.

  2. LUCIANE COSTA RODRIGUES diz:

    Olá Guiomar. Sou epilética. faço tratamento contínuo e estou à mais de dez anos sem crises. Levo uma vida normal . Sou enfermeira, funcionária pública, tenho dois empregos.n eles todos sabem que tenho epilepsia. É necessário que haja uma conscientização sobre o que é a doença para não dar margem ao preconceito.

  3. Claudio Palestino diz:

    Guiomar gostei muito dessas explicações e acredito que sabendo disso anteriormente não passaria por momentos de angústia, vergonha e até revolta.
    Nós os epiléticos também temos que saber de forma clara o que acontece e não fujirmos da realidade como na maioria das vezes por vergonha e outros fatores .
    Infelizmente a grande maioria das pessoas , inclusive os epiléticos, desconhecem essas informações o que faz realmente que nós nos isolemos do meio social e ausentemos de uma ajuda ao nos depararmos com alguma pessoa em crise.
    Valeu Guiomar !!! Muita luz pra você !!!

  4. edilene diz:

    sou mae do ollyver ele e epiletico mas nao tive problemas na escola pelo contrario fomos bem recebidos gostaria de ter mais informaçoes sobre um beneficio para melhorias no tratamento dele uma vez q nao possso trabalhar ele tem apenas 5 anos por favor aguardo uma sugestaçao sua obrigada obs ele tem crises diarias hoje e colvulciona 12 x ao dia

  5. Rita diz:

    Fazendo analogia , os adultos também sofrem com as bancas examinadoras de concursos públicos que não entendem o significado amplo da paravra deficiência.Não permitindo que epilépticos concorram como portadores de necessidades especiais,ferindo portanto a C.F (P.Isonomia),difícil é concorrer de igual para igual ,tendo efeito colateral, lentidão no raciocínio, sonolência e por vezes ,no stress desencadiar crises convulsivas tanto na preparação para a prova como na realização da mesma…Se tiverem uma luz a respeito, fico grata!

  6. priscila diz:

    ola tenho uma filha de 11 anos epiletica, eunao tenho conseguido manda-la pra escola..
    tem crises diarias,toma medicaçoesmas esta sem controle,estouno aguardo de exames e outras coisas, mas fico angustiada de ver minha filha perdendo tanto…
    ela e inteligente gosta de ler,sempre foi otima aluna mas hj nao consegue permanecer em aula, tem crises a escola me liga e tenho que traze-la embora.
    o que fazer??? tenho pego cadernos das amigas pra ela copiar mas como ela aprendera sem as explicaçoes dos professores?
    outra duvida minha quando ela tem crise no pós crise ela fica sonolenta,zonza, e vou buscar na escola a minha duvida e pq o funcionario da escola nao pode transportar-no ate em casa? me disseram que a escola nao pode deixarnenhum funcionario transportar alunos pra casa, mas o problema e que quando eu vou buscar eu nao tenho carro, e algumas vezes chamei a ambulancia que faz o transporte ate o hospital, muitas vezes nem e necessario ir pro hospital e acabo indo por nao conseguir traze-la pra casa andando
    por favor me de uma luz

  7. Esmeralda diz:

    Tenho 45 anos. Sou epilética desde os 11 anos de idade .Durante as crises eu não chego a desmaiar totalmente, mas apenas me desligar um momento, esfregar as mãos, mastigar um pouco, mas rapidamente volto ao normal, mas fica um mal estar, falta de apetite,sonolência mesmo. Já cheguei a desmaiar, e morder minha língua, mas foi apenas uma vez. Sofri muito durante minha infância e adolescência. Andei em muitos médicos e nunca consegui me livrar desta doença. Ela é crônica. Mas tomando a medicação direitinho fico até meses sem crise. Apesar disto ma casei, meu marido encarou muito bem este problema e me ajudou a superá-lo, tanto que não tenho complexo. Estudei, fiz faculdade, tive 2 filhos, criei-os. Vou à Igreja, sou adventista do 7º Dia. Mas a barra é pesada mesmo. Alguns chegaram até a me falar que era demônio. Mas eu não tô nem aí. Fui aprovada na UFT (Tocantins), Sou Pedagoga, concursada no MPE. Levo uma vida super normal, graças a Deus. Não escondo de ninguém meu problema. É até bom, pois se a gente passar mal os colegas já sabem do que se trata e como agir.
    Não devemos desanimar. Deus nos dá forças. Este problema não é o pior do mundo. Com o apoio dos amigos e da família a gente vive de boa. O problema é que o preconceito, às vezes, começa na própria casa e pelo próprio paciente. Aí fica mais difícil. Não temos do que nos envergonhar. Coragem. Somos capazes.
    Todas as coisas posso, em Deus que me fortalece. Filipenses.

  8. Gisele diz:

    Priscila, bom dia.
    Infelizmente nossas escolas não estão preparadas para receber as nossas crianças com necessidades especiais… o pior de tdo é que não existe nenhuma LEI para isso. As escolas estãos totalmente despreparadas para lidar com qualquer tipo de necessidade, ainda mais quando se trata de uma escola pública/estadual.
    Estou cursando Téc. em Administração, onde realizo um projeto sobre a inclusão de crianças com epilepsia nas salas de aulas. Preciso de uma entrevista sobre esse assunto, posso lhe entrevistar?

    Att
    Gisele

Deixe seu comentário

Serviço 100% gratuito

Escreva artigos com facilidade e ferramentas divertidas de usar

Aumente sua credibilidade pessoal e reconhecimento

Conquiste novos clientes mostrando seus conhecimentos




Ganhar Dinheiro Escrevendo na Internet