Análise Semiótica da Trilha Sonora do Filme “A VILA”

Categorias: Acadêmicos & Escolares, Linguística, Letras e Artes
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Escrito por:

UFSC – UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CCE – CENTRO DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA

Análise Semiótica da Trilha Sonora do Filme

“A VILA”

Diretor: Manoj Night Shymalan

Artigo ______________________________________________________

Paulo Marcelo Paulek

A VILA

Sinopse

O filme se passa na zona rural da Pensilvânia em 1987, e conta a história de um pequeno vilarejo de Covington, com a pequena população de 60 pessoas, rodeada por uma floresta onde se acredita haver criaturas míticas habitando o lugar. A história ainda conta o romance de Ivy, a filha do líder do vilarejo e de Lucius, um jovem rapaz. Os dirigentes da cidade possuem uma política de restrição bem forte: todos são proibidos de adentrar a floresta, ou seja, todos os habitantes da vila viveram todas as suas existências isoladas do restante do mundo. Já que ninguém do exterior pode entrar lá também. Há um monte de postos de vigia, que servem tanto para afugentar as criaturas como para se certificarem de que ninguém tente fugir da vila. Entretanto, o vilarejo começa a ser ameaçado quando Lucius começa a questionar sobre o confinamento completo das pessoas de lá. (Cinepop.com. br – 2010 texto Online).

INTRODUÇÃO

Este trabalho de análise semiótica foi desenvolvido sob a perspectiva do filme A VILA, que faz parte do curso “Leitura Crítica da Mídia” desenvolvido e ministrado pelo professor Josias Hakc da UFSC. Onde pudemos compreender como se faz a análise de filmes em sua amplitude geral. Seguindo neste entendimento vemos que de início achamos interessante conceituar superficialmente o que vem a ser o estudo da semiótica?  E para Peirce, (1995) O conceito de semiose, a atividade do signo, é caracterizado como uma atividade eminentemente evolutiva. Sua definição de signo conduz ao centro das discussões desenvolvidas em anos de trabalho, os argumentos da fundação de seu pragmatismo, o postulado das relações lógicas existentes que se interrelacionam na entidade signo: os três elementos sígnicos: o representamen, o objeto e o interpretante. Santaella (1992) analisa as questões lógicas implícitas nesse conceito peirceano, aprofunda as considerações de Peirce, e define o conceito de engendramento lógico, como a função primordial do complexo de relações que existe entre os três elementos da tricotomia sígnica.

Para Peirce (1995: 46):

Um signo, ou representamen, é aquilo que, sob certo aspecto ou modo representa algo para alguém. Dirige-se a alguém, isto é, cria na mente dessa pessoa, um signo equivalente, ou talvez um signo mais desenvolvido. Ao signo assim criado denomino interpretante do primeiro signo. O signo representa alguma coisa, seu objeto. Representa esse objeto não em todos os aspectos, mas com referência a um tipo de idéia que eu, por vezes, denominei fundamento do representâmen.

A semiose é usualmente definida como um processo de atividade característico da capacidade inata humana de produção e entendimento de signos das mais diversas naturezas. Esta capacidade de abstração, responsável pela formalização de todo um universo simbólico, representa uma capacidade exclusiva do homem, diferente em espécie de qualquer outro organismo. O fenômeno que é apreendido, percebido, transforma-se em um mundo mental, psicológico, transportado para uma realidade refletida; assim fica caracterizada sua característica eminentemente simbólica, ou nos termos de Peirce, semiótica.

Com está definição, entendermos que o gênero filme seja ele qual for, sempre estará carregado de signos que irão ou vão representar atitudes, manifestações ou necessidades humanas, que representam sejam elas suas vontades ou ideologias.  Nessas seqüências percebemos a magnitude que existe por detrás de uma obra filmica, e justamente por está perplexidade ideológica que nos levaram a desenvolver este tipo de análise.

No decorrer das nossas investigações e pesquisas, descobrimos que é muito importante num trabalho como este fazer uma análise biográfica do idealizador do filme. Pois compreendemos que ao conhecer um pouco sobre a vida do autor do filme, certamente iremos descobrir algumas de suas características deixadas em seus trabalhos. Fato este que ocorreu em nosso trabalho, onde pudemos constatar que neste filme A Vila, por exemplo; o diretor é Shymalan, que também escreveu o filme Sexto Sentido e ele desenvolveu nestes dois filmes, uma mesma cena de suspense e medo. Concretizando aqui uma das características deste mesmo autor. Mas quem é Shyamalan?

Manoj Nelliattu Shyamalan, nasceu na Índia em 1970, mas foi morar ainda na sua infância na Filadélfia, nos Estados Unidos, filho de médicos, demonstrou paixão pelo cinema desde que ganhou uma câmera quando tinha oito anos de idade. Seu grande ídolo sempre foi Steven Spielberg. Shyamalan é o mesmo diretor do filme Corpo fechado e o Sexto sentido (www.adorocinema, 2010).

Outro ponto interessante do filme A VILA, é que ele não trabalha com apenas um tema central. Mas, o que centraliza neste filme é a composição de várias temáticas que o tornam este filme ainda muito empolgante. E na visão de (Vervloet, 2009). Que há muito mais sentidos como: maldade ameaça, medo, apatia, descrença e mesmo crença, misticismo, ângustia, insegurança, e a pós-morte. É a questão da pós-morte que deixa mais conflitante, questões do porque perdemos entes queridos? Não tendo uma justificativa para perda de um membro especial da família.

Podemos dizer que é um filme com ótimo conteúdo e que possui inúmeras simbologias e que desperta a curiosidade do telespectador. Também é um rebuscado material que serve para inúmeras análises.

E no decorrer do trabalho, o leitor irá se deparar com inúmeras interpretações e imbricações. E todas elas estarão fundamentadas sob a óptica de três níveis de análises: A primeira instância ficará sob meus pontos de vistas, sem conhecimento prévio que eu tenho do filme e uma análise muito mais pessoal em que deixo o filme fluir conforme meu entendimento individual moral e emocional. A segunda instância é uma análise mais centrada no contexto, sobre pesquisas e investigações; diríamos mais teóricas. E a terceira instância compreende na busca de âncoras dentro do filme mesmo. Na praticidade de comparações, conflitos indagações que o filme aborda, é uma análise de todo objeto, seja ele na parte sonora, visual ou verbal. E nestas averiguações sempre iremos encontrar as ideologias do criador do filme. Muitas vezes explícitas e outras implícitas.

1ª INSTÂNCIA

Aqui abordaremos nossas inquietações pessoais, mostrando nossos pontos de vista literalmente, esquecendo um pouco da análise fundamentada.  Por que o estudo voltado para a primeira instância, nos dá está liberdade e nos possibilita a pensar e agir muito mais com o coração do que com a razão. Diríamos é um momento em que temos total liberdade para sonhar acordado, fluir diante do objeto, imaginar coisas que muitas vezes não condizem com o contexto, mas lembrando é uma experiência única e particular, cada um indíviduo vê objeto da sua maneira.

O filme A VILA para mim de início não me pareceu tão atrativo quando me deparei com ele na locadora, pois naquele momento já tinha em mãos três ou quatro filmes, e ao perguntar para pessoa responsável da locadora sobre este filme, ela comentou que era um filme um pouco velho, de 2004, Mas muito interessante, e disse também que eu iria gostar, valia a pena levá-lo. Então resolvi apostar na indicação feita pela responsável da locadora.

A primeira idéia que veio na minha cabeça, com relação a este filme; imaginei que fossem iguais aqueles filmes de “faroeste” Onde tinham pistoleiros com seus cavalos, brigando por dinheiro ou por alguma namorada. Pois o título não é tão extraordinário, e dava impressão de um filme razoável, na verdade não criei muitas expectativas.

Ao assistindo o filme, ele começa com uma trilha sonora diferenciada, não aparecem cenas, mas a trilha me levou as interpretações que davam à idéia de mortes e vingança e muita luta entre as pessoas, porque a trilha sonora era impactante. Mas ao contrário disso o filme não mostrava tudo que eu estava imaginado. Pouco que eu criei em minha mente aconteceu durante o filme.

Ressaltando aqui mais uma vez que o início do filme é fantástico a parte sonora é de arrepiar, embalando para o terror e o suspense. O som é tão conflitante que mexe com os sentimentos de que está ouvindo, a trilha sonora é muito bem feita, trabalha quase o tempo todo com violino, um som que é inquietante em todos os momentos, por vezes é utilizado suavemente, outros instantes perturbadores, e diríamos que também irritante. Está mescla com o violino e outros instrumentos de apoio só enalteceram o filme na sua parte sonora é claro, o agradável de tudo isto que pude perceber que o som transmitia certo estilo, um equilíbrio formidável, compunha muito bem as cenas, davam impressão que era um som organizado e parecia divido, por segundos, pois os momentos das cenas eram constantes de muita mudança, momentos de paz, tranqüilidade, medo, de cuidado, suspense, ataque, medo, alarme entres outros, era conflitante mesmo, destacamos como uma obra prima do diretor e sua equipe.

O filme parece que tinha três musicas, mas muito bem executadas e escolhidas, fiquei impressionado, com a primeira trilha sonora, no inicio do filme, ela embala para vários momentos, em questões de segundos.

Já com relação às imagens e focalização do cenário, também muito bem feita e o cenário impressiona bonito e parece real, com criação de animais, casas de madeiras igreja pequena, população de umas 60 pessoas, local de trabalho tudo antigo e bem manual.   Pois A VILA era tudo rústico, não tinha nada de modernidade, e a conjunto do cenário com a época, também transmitia uma realidade, e o figurino dos personagens mostrava que era de antiguidade, tudo bem simples e básico.

Com relação aos ângulos das filmagens são diferenciados, mostrando cenas interessantes empolgantes. Quando Ivy a “cega” caí no poço da impressão que o telespectador está junto a ela, de tão bem feita que seja a cena.  E se for parar e olhar com atenção, certamente identificaremos está qualidade no filme. A focalização das imagens e cenário como um todo não deixa nada a desejar.

Já com relação ás cenas e interpretações, diríamos não foi tão perfeita, algumas mostram falhas. Eu não gostei do momento em que o monstro aparece, achei um pouco fraco este personagem. E com relação há personagem principal que era uma cega, nos deixou com um pouco de revolta, faltou um pouco mais de coerência, está personagem “a cega” ela deixou a desejar quando caminhava na floresta sozinha, dava impressão que ela não era cega, os seus passos eram iguais há de uma pessoa normal, sabendo que estava diante de uma floresta cheia de obstáculos e perigos.

Com relação ao roteiro do filme acho que o diretor acertou na escolha e muito bem desenvolvido, mostrando uma inovação neste estilo de filme, pois ele faz com que o telespectador fique inquieto tentando descobrir os segredos e as dúvidas que ele nos transporta no decorrer do filme, e o mais impressionante que ao ver quase mais da metade do filme, você não sabe quem é o personagem principal? Quem são os vilões?  E quais são suas verdadeiras intenções?  E quando você acha que tudo está acabado e resolvido, ele nos mostra que não é está a conclusão perfeita, estamos totalmente errados com nossa interpretação, surgem outras dúvidas que nos deixam de mãos amarradas sem condições para resolver, a trama é formidável, extraordinário.

2ª INSTÂNCIA

Como a VILA localiza-se em meio ao um vale e não existem árvores ao redor das casas, o vento que vem da floresta é constante, mostrando realmente um lugar frio e com estilo verdadeiramente de interior, percebe-se também que estão no outono, pois as árvores estão com as folhas caindo e alguns galhos estão secos. As pessoas usavam roupas de frio. Já as mulheres com vestidos longos muito bem vestidas e agasalhadas e os homens calça social e paletó, crianças utilizam roupas em formato da roupa adulta.

O início do filme não tem muito atrativo com relação às cenas, elas são bem calmas, mas a trilha sonora é diferenciada, começa com uma cena triste, um grupo de pessoas observam de longe a cerimônia de um enterro, onde um pai lamenta-se diante do caixão do seu filho morto. E a trilha sonora embala para um momento de pura melancolia.

As conversas entre os habitantes, é um pouco monótona, fica em torno de pequenos acontecimentos que levam ao espectador procurar entender o que acontece realmente no filme, pois a trama realmente é bem feita, dificilmente o espectador já consegue perceber o que realmente se passa naquela VILA.

Nas seqüências das cenas percebemos que algumas coisas fora do normal acontecem, como por exemplo: animais aparecem mortos, sem pêlos, e estes animais não estão feridos, não tem marcas de como realmente foram mortos. E isto preocupa muito os moradores, verificam-se o medo à angústia e a fisionomia de tristeza e agonia principalmente nas crianças.

No decorrer da narrativa vão acontecendo algumas coisas estranhas e outras bastante assustadoras, mas não é explícito e com isto a musica é tocada conforme o momento e o estilo da cena.

Aos vamos entendemos que existem monstros na floresta e as pessoas mais velhas não querem que os seus filhos entrem na floresta. Mas tem um jovem chamado Lucius que acha totalmente errado e não concorda com as idéias das pessoas mais velhas, e quebra as regras e entra na floresta, e no mesmo dia, à noite os monstros ou seres de outro mundo, fazem uma visita há vila e deixam algumas marcas. Estas marcas são sinais colocados em vermelho nas portas das casas.

Mas o que percebemos ainda é que as pessoas mais velhas guardam muitos segredos e tem muitas crenças em suas filosofia de vida, estás pessoas possuem em suas casas algumas caixas lacradas, onde nenhum jovem pode abrir.

Outra crença é com relação ás capa amarela de cor mostarda em que eles têm que usar para chegar próximo à floresta.  Eles acreditam que ao usar estas capas eles estarão protegidos dos monstros, e no limite da floresta com A VILA eles pintam as árvores com as cores amarelo mostarda, delimitando a fronteira entre os dois lados, o bem e o mal.

O filme também vai mostrando uma jovem chamada Ivis ela é “cega” que tem grandes qualidades, e até muito capaz em relação aos outros, ela tem muita facilidade para caminhar sem ajuda de ninguém, é bem inteligente e apaixonada por um jovem chamado Lucius aquele rapaz que não concorda com o pensamento dos velhos, ele acredita que os monstros não vão fazer nenhum mal. Pois eles são pessoas inocentes não fazem mal há ninguém, e com isto os monstros não vão fazer mal a eles.

Na seqüência do filme o romance entre os dois fica mais intenso e ao mesmo tempo Ilvis sem perceber tem um outro pretendente que é deficiente mental chamado Noam, ele até este momento é muito paparicado por Ivis, mas ela sente que Lucius está correspondendo aos seus sentimentos e deixa de lado Noam, mas Noam não aceite está traição ficcional e dá um jeito de ferir com uma faca o seu rival, então neste momento começa a revelação de alguns segredos, pois Lucius está muito mal, ele precisa de remédio para sobreviver, ninguém quer atravessar a floresta, quebrar as regras e muito menos ser morto, então a jovem cega se propõe a tudo e contra todos salvar o seu amado, ela consegue o consentimento do pai e vai buscar os remédios para Lucius, todos ficam apreensivos, principalmente os mais velhos, pois eles têm um segredo que é maior que tudo isto; são nove adultos que sabem como tudo começou, e o chefe deles acabou de traí-los agora está tudo na mão da jovem Ilvis que sabe do que se trata, e que as crenças deles esta sendo revelado aos poucos. Pois a grande verdade é que não existe nenhum monstro, são invenções das pessoas mais velhas.

Eles escolheram este local para viver, pois resolveram fugir da cidade, eles tinham familiares que morreram por coisas banais na vida urbana. E certo dia eles resolveram dar um basta nisto, formaram um grupo de pessoa e foram morar em um local totalmente isolado do contato com outras pessoas.

Longe do mal da cidade, e poder criar seus filhos com segurança. E o segredo é não mostrar para os jovens que existia um outro mundo com outras pessoas normais morando na parte urbana da cidade.

Por Martha (2010, 01 Blogspot) demos dizer que o filme a VILA está entre os filmes com muitos símbolos e crenças já explorados no cinema. O gênero do filme é suspense, mas entra entre outro gênero como romance. Nem se trata de mais um crítica social. O que aparece, com mais relevância no filme, é a transformação simbólica, isto é, a iniciação e a purificação rumo ao amadurecimento, em busca do conhecimento.

Martha (2010, 01 Blogspot) diz que a cor amarela mostarda que é vista e serve com protetora dos habitantes da vila contra as criaturas ameaçadoras. Este amarelo mostarda da capa que os habitantes usam para se proteger do mal, vemos o simbolismo, o amarelo claro, o amarelo-ouro, o dourado, é cor que ilumina aparentado ao sol, como o branco. Mas o amarelo do filme é fosco, escuro, como o preto. Cito do “Dicionário de Símbolos”: “O amarelo emerge do negro, na simbologia chinesa, como a terra emerge das águas primevas”. E também, o Zend Avesta, que tem os olhos amarelos “para melhor penetrar o segredo das trevas”. Não é à toa, também, que se diz de quem tem medo: “amarelou”. O medo é o artifício usado para impedir a iniciação da segunda geração. A cor amarela, em particular, é ambígua, e cabe muito bem na cor “protetora”, posto que “protege” o que é o desconhecido, mas também encobre o engodo, o engano.

Se amarelo é a cor da luz, é, aqui, uma luz embaciada.

Martha (2010, 01 Blogspot)  Outra cor muito bem explorada pelo diretor é o vermelho é a segunda cor mais importante da trama. É a cor proibida. E não é à toa, inclusive pelo simbolismo do vermelho. Atravessar o vermelho é atravessar para o outro mundo.  O vermelho é a cor da iniciação e, no filme, era exatamente isso que era proibido aos jovens: amadurecer. Os mais velhos criaram um “mistério”, as criaturas, mas não criaram ritos iniciáticos a esse mistério. Todos se submetiam no estágio mais primário, o medo. Uma vila que cresceu infantilizada e parece desejar permanecer assim, exceto por Lucius Hunt, que insistentemente solicita autorização para ir à cidade. Mesmo Hunt, contudo, permanece infantilizado, observe-se como ele chora e assume a culpa pela invasão das criaturas em determinado momento. Além dele, vemos adultos que não cresceram, com sua expressão máxima em Noah. Mas também com a irmã de Ivy e seu futuro marido, que não suporta que lhe amassem a roupa não suporta que lhe amassem a roupa.

Martha (2010, 01 Blogspot) É exatamente o adulto mais infantilizado que vai extrair do vermelho as maiores conseqüências. Lucius Hunt chega a dizer que Noah é puro. Se não houvesse a interdição, provavelmente não precisaríamos assistir ao rito de iniciação de Noah/Hunt/Ivy. O interdito atrai Noah e Lucius por perspectivas distintas.

Martha (2010, 01 Blogspot) O ditado popular costuma dizer que os caminhos para o conhecimento são os amores ou os dores. No filme, os dois caminhos são percorridos. Só o amor não bastaria para impulsionar a busca pela verdade. Foi precisa a dor, foi preciso estar no limiar entre a vida e a morte, para que o amor seguisse à fenda aberta da dor. O vermelho, sempre que é visto na vila, precisa ser enterrado. Não é interessante que a violência precise ser encoberta que a dor precise ser escondida? Trata-se de um comportamento evitativo do conhecimento. Noah, Lucius e Ivy são os iniciados pelo sangue, a cor proibida, como repete Noah.

Martha (2010, 01 Blogspot) O simbolismo do vermelho, no filme, foi invertido pelos mais velhos, por isso a iniciação precisa ser literal; e não simbólica. Só assim se poderia vislumbrar a liberdade. Noah, então, comete o crime, Lucius fica entre a vida e a morte, Ivy abraça Lucius e, manchada de sangue, percorre toda a vila. Tudo se transforma após o ato trágico. O vermelho – o interdito – banhou a cidade. Só há um caminho agora, prosseguir na purificação. É isso que o mais velho percebe. Ivy fica responsável por buscar os remédios que salvariam a vida de Lucius. Ivy empreende a “jornada do herói” e o simbolismo das cores está todo lá. No início a moça cega veste a capa amarelo-fosco e uma das primeiras coisas que lhe acontecem é cair num buraco e se sujar toda de lama escura – preta. Assustada, ela corre, se perde e, sem perceber, pára num campo cheio de flores vermelhas. É quando a criatura vermelha aparece. Ivy vai até o fundo da escuridão, mas, para sair do mal, do negro, ela precisa ser iniciada, atravessar o vermelho, o sangue. Ivy, então, conduz a criatura à morte.

Martha (2010, 01 Blogspot) Livre, ela pode agora se purificar e é o que faz, localiza o caminho indicado, tira a capa quase totalmente negra e, exceto por seus pés, ela está totalmente limpa. Neste momento, ela pode caminhar em direção à verdade, pois só a verdade pode salvar Lucius Hunt, ele que já tinha percebido que todos na vila guardavam segredos. Quando Ivy consegue sair dos limites da vila, é que nós percebemos o tamanho da atrocidade para com aqueles jovens infantilizados. Martha (2010, 01 Blogspot) O fio de esperança está na surpresa de Ivy quando ela encontra o guarda que vai ajudá-la: “Eu não esperava por isso”. Ela não esperava a bondade fora da vila. Se algo muda a partir daí? Como pensar que não? Noah morre porque não percebe que entrar em contato com o vermelho é purificar-se, morre ao se fixar no pretensamente divino: ele sai de si, assume o mistério, perde sua identidade, não transcende – não há transcendência. Noah morre duas vezes: a primeira como humano e a segunda como pretensa criatura dos mistérios. Martha (2010, 01 Blogspot)  Ivy volta à vila renovada, transformada. Ela não usa a capa “protetora” no caminho de volta; retorna à vila tão limpa e clara como quando chegou à cidade. Ela sentiu a verdade. Lucius só poderia ser salvo pela verdade. Ele é a materialização da jornada de Ivy, pois está entre a vida e a morte. O que morre aí? Acho que não preciso dizer. Há a morte para que outro Lucius Hunt possa viver. Assim como é outra Ivy Walker que retorna da “jornada do herói”. “A VILA” é um filme iniciático, da mais profunda transformação. Iludem-se os mais velhos que pensam que poderão manter a nova geração na ignorância após a jornada de Ivy e Lucius.

Olhando por outras visões podemos dizer que o tema do filme também encaixa ou associa-se ao mito da caverna de Platão. (www.indiferente-mito2010/01). Os jovens que sempre viveram na VILA só vêem sombras. Quando Ivy ganha o conhecimento e atravessa a floresta, ela amplia a sua realidade e sente o peso que esta realidade traz. As pessoas que inventaram o segredo e fazem parte do conselho, acreditaram que se protegeriam de atos violentos se vivessem reclusos. Com isso, comprometeram o livre arbítrio de seus filhos tentaram proteger pela ignorância. O interesse desse filme é que mostra uma idéia bem atual, de se morar longe dos conflitos por segurança e ao mesmo tempo morar perto por necessidade. Seria o caso dos condomínios residências. Porém no filme, é exposto de forma bem radial. Não há contato nenhum entre a cidade e a vila.

3ª INSTÂNCIA

Antes de aparecer às imagens o filme já tem uma trilha sonora muito interessante o som parecido de uma flauta combinado canto de um pássaro, também após um som de violino começa baixo e vai tomando uma força um pouco maior, e oscila a diminuição ao poucos, derepente é complementado por uma batida de tambor muito forte. E encontramos como à primeira âncora a floresta começa a ser mostrada de cima, enfatizando a importância da floresta com galhos secos das árvores. E no decorrer do filme concretizamos que a floresta é o habitat dos sobrenaturais ou monstros, de que o povo da vila tem muito medo. A floresta é um local assombroso ela possui o poder sendo enaltecida pelo produtor do filme. Mostrando também nesta seqüência do som com uma batida forte, uma espécie de batida de tambor, indicando tensão e apreensão, que irá se concretizar na cena em que aparece o título do filme. Está analogia entre o som e a imagem o autor expõe com muito impacto na sua trilha sonora e nesta seqüência o som dá uma parada. Segundos após entra o som de um violino com clima harmonioso, e continua com outros sons misturados a de um piano, e vai aumentando aos poucos, levando a uma mistura de sensações de medo e sufocamento. E o som fica mais tenso até que some repentinamente, mas podemos ver que mais uma vez vai ancorar na imagem da floresta, nos dando a impressão e a sensação de que ela não tem nada de bom para oferecer. No decorrer da cena seguinte o som começa com um novo arranjo com som grave, muito baixo de um violino e embalada para sensações de desconforto e desconcerto, este som vai ancorar para um inicio nada agradável e âncora em uma cena triste e infeliz há de um enterro, onde pessoas de costas para o público longe do caixão visualizam o pai chorando diante do caixão de seu filho. Neste instante a trilha sonora é retirada de cena, mas tem sua âncora, na cultura de que se respeita à hora do sofrimento das pessoas, diante de um enterro, sem barulho só silêncio, momento como este de puro sofrimento. A imagem é forte e de ângustia.

CAPÍTULO 3

Surge o som de um violino suave e bem tranqüilo, mostrando que este local é de paz, surge um mistura de imagens com crianças lavando pratos, pessoas trabalhando e moças dançando na área de uma casa.  As cenas vão ancorando em imagens bonitas e a música é muito agradável transmitem sensações de alegria e leveza. Mas como parecia tudo bem, surge outro som de um violino agudo dando a sensação de indecisão e tensão, e embalando para mais momentos de sensações de frio na barriga, indicando que algo de ruim vai acontecer, este embalo vai ancorar na imagem do monstro de capa vermelha refletido na água. Por vez é uma belíssima cena, mas representa o perigo o medo.

CAPÍTULO 6

Onde a jovem Ivy e Lucius estão conversando e aparece Noham com um galho de amora, a expressão facial de Lucius relembrando medo e apreensão, pois Noham está com uma amora em sua mão, e isto é terrível, neste mesmo tempo começa ao fundo do diálogo um som que vem representar tensão e medo, e concretiza como um perigo e alerta para os três que estão conversando. Lucius explica que não deve usar ou tocar numa planta de cor vermelha, está cor é do mal, pode trazer grandes prejuízos é a cor do pecado, juntamente a fala de Lucius o som fica mais presente e completando realmente a cena de perigo de cuidados que eles devem ter com a cor vermelha representada na fruta amora. O som da trilha sonora acompanha no mesmo ritmo da conversa e percebemos aqui a âncora do diálogo é representada pela trilha sonora, se não tivesse este som ao fundo da conversa certamente não teríamos uma cena de alerta.

CAPÍTULO 7

Cena em que Lucius está demarcando os limites entre os territórios com uma tinta amarela nas árvores e também usa uma capa amarela é ancora de que o amarelo mostarda sempre os vai proteger, o som é baixo e bem sinistro embalando para uma cena mais aterrorizante. Pois é o momento em que Lucius quebra todas as regras do seu povo, “com aqueles em que não mencionamos”, entra na floresta.  Este momento a música fica mais forte embalando para um momento de apreensão e vai se concretizar na passagem dele para dentro da floresta como se fosse de um portal para outra vida, fica muito bem claro está cena, a transposição de uma vida para outro lugar. E está passagem é muito bem fortalecida no som da trilha sonora dando a sensação de um dever cumprido.

CAPÍTULO 8

Na torre onde tem um guardião, cuidando para que os monstros não ultrapassem seus limites o guarda está sentado com os olhos diante de uma lanterna, escuta um barulho, pensa que é Lucius, vai verificar se é Lucius e neste momento vê um vulto de um monstro de capa vermelha, ele se assusta e muito, não sabe o que faz, senta um pouco e resolve então levantar-se e ir avisar todos com o toque do sino, que os monstros estão chegando. Uma pequena melodia de fundo vai misturando com outros sons de pessoas preoculpadas, e aos poucos começa a correria e som ao fundo vai aumentando é parece ser misturados há outros instrumentos musicais dando sensação de desconforto e até certo ponto irritante, até que a visualização do monstro aparece e o som da trilha sonora saí, e fica apenas o som do sino tocando ao fundo.  O monstro está em cena, recomeça um outro som de tambor e violino muito grave, demonstrando á certo ponto sensações de incerteza parece embalar o ouvinte, para a indecisão e Ivy na porta esperando seu grande amor, até que ele vem pega a jovem pelo braço, para salva-lá do mal, e surgem outros sons muito mais harmoniosos com se fosse o som da vitória, da segurança, de salvamento, ou porque não dizermos da conquista da amada e da união de um grande amor.

CAPÍTULO 20

Noam consegue achar as roupas dos seus pais e vai procurar Ivy na floresta e lá ela sabe que não existe monstro, pois seu pai revela que é uma farsa e ao mesmo tempo aparece Noam para assustar Ivy. E ela sem saber o que fazer começa a correr do mostro que é Noam, e ao deparar com o monstro ele vai atacá-la e quando ele corre atrás dela, entra som muito forte de tambores vai sendo até agressivos, representando a idéia de morte, ele vai matá-la. Mas ele não consegue no primeiro ataque, ela consegue fugir, mesmo assim, os sons voltam com muito mais presença e começam a se misturar com vários instrumentos, e estes sons de medo e apreensão ancoram na fisionomia de Ivis que está completamente ameaçada, sem saber o que fazer e com muito medo. Até que aos poucos vai mudando totalmente o som pesado e intenso dá lugar para um som mais tranqüilo e sereno, mostrando a expressão de Ivy como de alívio e de superação, como se ela acha-se a solução para seu problema, e ela acha realmente mais uma âncora do estilo do som, pois ela indentifica o local por onde ela já havia andado e isto vai acalmando e dando tranqüilidade, pois ela toca em um tronco de árvore onde tem um buraco próximo, onde ela havia caído nele algumas cenas antes. Ela sente que isto pode ajudá-la e a música vai embalando a estes sentimentos de solução para seus problemas e ancorado em um tronco de árvore, outra ancora é quando ela levanta a toca da sua capa amarelo mostarda, em que ele é carregado de crença, em que a pessoa que sempre estiver com aquela cor amarela estará protegida dos maiores perigos. Ela engana o Noam derrubando ele com um movimento de corpo, Noam caiu no buraco e morre. E a musica de fundo demonstra sensação de dever cumprido, apesar de toda luta.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

É um filme muito bem construído principalmente com relação á trama, em que faz com que o público procure quase há todo momento as respostas que não estão explícitas, e aos poucos o diretor do filme vai completando as lacunas que foram deixadas. As cenas de medo são muito bem feitas e o suspense faz com que a platéia sinta na pele as sensações de medo.  Já os diálogos são um pouco sem graça e monótonos e deixam muito a desejar não são muito atrativos, até certo ponto tornam-se o filme cansativo.

As cenas do filme são ótimas, muito bem feitas, o cenário da realmente a sensação de uma vila antiga com todas aquelas casas de madeiras velhas e com os instrumentos rústicos, e o personagem são bem experiêntes transferem para o público a idéia de estar em lugar fechado, sem muita alternativa vivendo com medo, com muita inocência e ângustia de que existem realmente monstros naquela floresta.

Com relação ao final do filme diríamos é um pouco deprimente, sem graça até porque quando se revela a trama principal, parece que terminou o filme e perdeu sua elegância o seu encanto, sabendo que ainda tem um bom trecho do filme a ser percorrido e este trecho não trás nenhuma surpresa, fica naquela em que parece que o filme não acabou e quem tem que dar um final é a platéia.

Já a personagem principal Ilvis a cega também desapontou e muito, parecia que ela nem era cega, circulava na floresta como um de nós normal sabendo onde estava pisando. Mas ela merece créditos devidos algumas cenas muito difíceis de ser representadas.

Falando em mais um ponto negativo, diríamos que o monstro construído pelos próprios adultos da vila foi um absurdo sem nenhum nexo, uma pele com monte de ossos de vários tipos de animais grudados naquela pele e com a cor vermelha foi muito mal feita.

Algumas qualidades a que se destacar também, sobre a utilização de alguns símbolos e crenças daquele povo, foi até certo ponto bem explorado o filme traz grandes crenças e símbolos que aos poucos com analises o telespectador consegue identificar. Uma cena não tão emocionante é a dos animais mortos e esfolados, eram mortos, mas não tinham marcas realmente de ferimento, apenas tirados alguns pêlos, uma cena muito vaga para nós.

Com relação ás cenas de medo e susto foram muito bem feitas, tanto na mudança das câmeras e no embalo da trilha sonora, que também merece grande destaque, elas retratam muito bem todas as sensações de medo e suspense que queria dar o diretor do filme para seus telespectadores, a trilha foi impecável.

O filme, claro, tem suas imperfeições. Em certos momentos ele tenta ser um romance puro, mas não é o que acaba acontecendo, pois o clima é de mistério, revelações e de muita surpresa embora sejam razoavelmente interessantes.

Mas para as pessoas que forem assistir apenas por pura inspiração e lazer, podemos dizer que é um ótimo filme, só o final não vai agradar um pouco, mas se o ouvinte der o final para o filme podemos dizer que vale á pena sim assistir.

Cabe também destacar aqui o enredo do filme, muito bem escolhido e desenvolvido, trás muito atrativo e nos agradou totalmente.

CURIOSIDADES SOBRE O FILME A VILA

Símbolos: dinheiro, caixas azuis com segredos, cor vermelha, amarelo mostarda, o fogo, oferenda de animais, amora vermelha, o sino. O filme é uma história de amor ambientada século XIX, porque escrevia sobre a inocência das pessoas que acreditavam em monstros. A idéia central era mostrar que a aldeia é um lugar pequeno quase claustrofóbico. As pessoas que povoavam a aldeia eram de 60 pessoas.  (Martha 2010, 01 Blogspot). O terreno que foi construído o cenário é de 242 Hectáres em Campinas de Brandywine na Pensilvânia, EUA. Trabalharam cerca de 300 pessoas na construção da VILA. Aproximadamente no tempo de 11 semanas. (Martha 2010,01Blogspot)

REFERÊNCIAS:

Acessado 20/07/2010 htp: //www.adorocinema.com/filmes/vila.

Acessado 20/07/2010 http://www.indiferente.org/2010/01/mito-da-caverna-de-platao.html

Acessado 23/07/2010 http://www.cinepop.com.br/filmes/vila.htm

Acessado19/06/2010-Flavio Vervloet- http://transformarse.wordpress.com/

Filme-temalado-sombrio/filme-a-vila/.

Acessado http://e-vitalissimo.blogspot.com/2010/01/vila.html

PEIRCE, Charles Sanders. Semiótica. 2ª ed., São Paulo: Perspectiva, 1995.

SANTAELLA, Lucia. Peirce’s Semioses and the Logic of Evolution. Signs of humanity  l’homme et ses signens. Mouton de Gruyter, 1992. A Vila

CAPA DO FILME:

Titulo original: (The Village)

Lançamento: 2004 (EUA)

Direção: M. Night Shyamalan

Atores: Bryce Dallas Howard , Joaquin Phoenix , Adrien Brody , William Hurt , Sigourney Weaver

Duração: 120 min

Gênero: Ficção

Status: arquivado

Ficha técnica:

  • título original: The Village
  • Gênero: Ficção
  • Duração: 02 h 00 min
  • Ano de lançamento: 2004
  • estúdio: Touchstone Pictures / Scott Rudin Productions / Blinding Edge Pictures / Convington Woods Pictures
  • Distribuidora: Buena Vista Pictures
  • Direção: M. Night Shyamalan
  • roteiro:M. Night Shyamalan
  • Produção: Sam Mercer, Scott Rudin e M. Night Shyamalan
  • música:James Newton Howard
  • Fotografia: Roger Deakins
  • Direção de arte: Michael Manson e Chris Shriver
  • figurino: Ann Roth
  • edição:Christopher Tellefsen
  • Efeitos especiais: Illusion Arts Inc. / Industrial Light & Magic

Paulo Marcelo Paulek

27/07/2010.

Sobre Feed do Autor

Paulo Marcelo Paulek, sou formado em Letras Português e Espanhol, casado, uma filha maravilhosa. Gosto de escrever sobre vários assuntos, procuro a leitura como uma forma de tentar entender a nossa sociedade, em uma abordagem crítica em que todos somos vigiados o tempo todo, copiamos a idéiais, e falamos discursos de outros.

2 comentário para “Análise Semiótica da Trilha Sonora do Filme “A VILA””

  1. jose luis carmona gutierrez diz:

    me parecio bueno el examen aun que no me iva a dejar hacerlo por mis compañeros adrian y oscar pero gracias

  2. jefthael diz:

    Ao estudarmos na faculdade A Vila interessei-me muito, a partir dos conceitos de Emile Durkhèim, um dos precursores da Sociologia.
    A Vila retrata uma sociedade com pouco habitantes, com costumes, crenças, cultura muito parecidas entre seus moradores.
    A linguagem do filme é bem mais do que os nossos olhos podem ver: O monstro por exemplo significa a lei, a imposição delas para a sociedade. A Yve, o Noah e o Lucius são exemplos de moradores que mais na frente definirei segundo Durkheim.
    Regras são impostas todos os dias, por nós mesmos via tradição oral ou até mesmo por lei escrita. A Vila contém três tipos de moradores: Yve- Normal definido por Durkheim, quando a sociedade pode controlar, introjetar regras; Noah-Psicológico: Quando não há mais um controle absoluto sobre o indivíduo, não se pode ser contornado e por fim Lucius-Anômico: Quando a sociedade se neutraliza, não sabe se posicionar a respeito.
    Dessa forma o filme se passa todo por metáforas extremamente bem elaboradas.
    As pedra mágicas por exemplo, significam que existe uma solução à luz do que se acredita ser superior ao homem, no sentido que não seja mortal.
    As sementes significam o medo, o proibido, o censurado em uma sociedade.
    Os monstros por sua vez, significam a lei acompanhada da moral- afinal não existia moral se não soubéssemos a definição de lei.
    Até o posicionamento da câmera na hora do porão, onde os moradores se escondem e o monstro fica em cima olhando para dentro do arcabouço significa- a sociedade impõe ao indivíduo, se torna superior a ele.
    Conceito de Consciência Coletiva e Individual no filme: O Individual sofre porque obedece regras sem saber para que servem, não há um questionamento, uma criticidade: Já o Coletivo sobrepõe ao Individual causando detrimento do mesmo, afinal o coletivo impõe.
    A Soliedariedade Mecânica apresentado na Vila modelo primitivo de sociedade por similitudes-horda.
    Solidariedade Orgânica – Divisão Social do Trabalho- sociedades completas-organismos vivos.
    Pessoal essa foi uma breve análise.
    Bom dia!

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