Dificuldades De Aprendizagem: Um Olhar Sobre A Metodologia De Ensino De Língua Inglesa Na 5ª Série Matutino Da Escola Estadual Emeliano Ribeiro

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DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: UM OLHAR SOBRE A METODOLOGIA DE ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA 5ª SÉRIE MATUTINO DA ESCOLA ESTADUAL EMELIANO RIBEIRO

Williams Carlos Oliveira Silva[1]

Curso de Letras

Orientador: Prof. Esp. Roberto Carlos Bastos da Paixão[2]

RESUMO

O presente artigo científico trata como tema a questão da dificuldade de aprendizagem em língua inglesa apresentada por alunos da 5ª série da Escola Estadual Emeliano Ribeiro. Para tanto, foi feito um estudo por meio de levantamento bibliográfico, observações feitas em sala de aula e aplicação de entrevista com o professor, tudo isso visando detectar algumas dificuldades apresentadas pelos alunos desta série. O interesse pela pesquisa se deu a partir da observação da dificuldade que o aluno tem em aprender outro idioma, nesse caso, o idioma estudado é a língua inglesa. Foram analisadas neste artigo algumas teorias sobre aquisição da segunda língua, a difusão da língua inglesa no cenário atual, um apanhado a respeito dos métodos e abordagens que facilitem o aprendizado de língua inglesa, além de ser feito um levantamento sobre a metodologia aplicada pelo professor na série citada. Por fim, foi verificada a possibilidade em desenvolver uma metodologia de trabalho na quais os alunos pudessem conhecer a língua inglesa na sua essência, fazendo uso de forma lenta e gradual, mas com o objetivo de desenvolver cada vez mais as habilidades na língua inglesa.

PALAVRAS-CHAVE: Língua Inglesa. Metodologia. Ensino.

ABSTRACT

The present scientific article is the theme of the issue of difficulty in learning English by students from the 5th grade of the State School Emeliano Ribeiro. Therefore, a study was done through literature, observations in the classroom and interview with the teacher, all to detect some difficulties presented by the students of this grade. Interest in research occurred from the observation of the difficulty that the student has to learn another language, in this case, the language studied is English. Were analyzed in this article some theories about second language acquisition, the spread of English in the current scenario, an overview about the methods and approaches that facilitate the learning of English language, besides being a survey on the methodology used by the teacher grade cited. Finally, there was the possibility to develop a working methodology in which students could learn the English language in its essence, using a slow and gradual, but in order to develop more skills in English.

KEY-WORDS: English Language. Methodology. Education.

1  INTRODUÇÃO

Um dos maiores problemas encontrados no processo de aprendizagem de língua inglesa é a dificuldade que os alunos apresentam em aprender esta disciplina. As principais dificuldades surgem a partir da falta de interesse dos alunos, da pouca disponibilidade de materiais oferecidos pela escola pública, na baixa carga horária da disciplina ou até mesmo no pouco interesse de alguns professores. O objetivo deste trabalho é buscar de forma clara e objetiva as razões pelas quais os alunos sentem tanta dificuldade em aprender esta língua, indicando possíveis soluções para que o estudo dessa língua se torne mais atraente e dinâmico, além de buscar metodologias que incentivem o docente em sala de aula.

O presente artigo apresenta como ponto inicial os questionamentos que surgem a partir das dificuldades encontradas pelos alunos do ensino fundamental da 5ª série matutino no aprendizado de língua inglesa da Escola Estadual Emeliano Ribeiro, na cidade de São Domingos/SE.

O ensino de língua inglesa desempenha um papel importante na educação, nos últimos anos, por ser considerada uma língua de prestígio muito utilizada em trabalhos acadêmicos, e pelo fato do processo de globalização tornar o mundo mais dependente, com a necessidade de interação entre pessoas, a língua inglesa se torna presente nos diversos ambientes influenciando a todos.

Sabendo-se que há diversas metodologias para o ensino desta língua, objetivou-se com este trabalho conhecer os diversos métodos utilizados em sala de aula por alguns professores, através das observações e de entrevista. Algumas teorias de aquisição de segunda língua foram postas neste artigo, além de mostrar a importância da língua em estudo e sua influência no cenário mundial.

Para atingir os objetivos deste trabalho, o acadêmico fez uma pesquisa bibliográfica, uma entrevista com a professora da série citada como tema do artigo, observações em sala de aula a fim de avaliar tanto a metodologia utilizada pelo professor, quanto o desenvolvimento dos alunos nas aulas de língua inglesa.

Este trabalho torna-se importante no contexto científico, por considerar e tentar buscar soluções para o baixo nível de aprendizado de língua inglesa, possibilitando reais soluções para esse problema que atinge as escolas de todo o país, principalmente as escolas de caráter público, municipal ou estadual.

2  DESENVOLVIMENTO

2.1  A língua inglesa e sua importância no cenário atual

A necessidade em aprender uma língua estrangeira se torna importante no cenário atual, a ideia de apresentar um currículo escolar que não inclua o ensino de pelo o menos uma língua estrangeira parece inaceitável em diversos contextos. Quando se fala em língua inglesa as exigências são maiores, pois esta língua é considerada universal.

O estudo do inglês como língua estrangeira esta sendo procurado por um número imenso de pessoas que possuem interesse na aprendizagem desse idioma, uma vez que ele se tornou tão necessário na vida atual de diversas pessoas dos mais variados países. Segundo Kachru (1983, p. 20), “o número de falantes de inglês como língua estrangeira e como segunda língua é de 300 a 400 milhões, somando um total de 700 milhões de falantes em todo o mundo”. Isso demonstra uma crescente demanda para a aprendizagem do inglês no mundo inteiro. Alguns autores até mesmo consideram a língua inglesa como a “língua da globalização” (LACOSTE, 2005, p. 8) e (MOITA LOPES apud RAJAGOPALAN, 2005, p.153), por servir a uma série de propósitos na comunicação internacional e por facilitar o intercâmbio entre países.

O idioma inglês há muito tempo faz parte da vida das pessoas por ser uma língua em franco desenvolvimento, além de o seu surgimento vir de longa data. O primeiro momento da expansão da língua inglesa iniciou-se no século XVII com a migração de europeus para o continente americano, para Austrália e Nova Zelândia; O segundo momento ocorreu nos séculos XVIII e XIX com o estabelecimento de colônias principalmente, por parte da Grã-Bretanha na África, no Oriente Médio, na Ásia e na Oceania; O terceiro momento teve início a partir do fim da segunda grande guerra em 1945 com o surgimento dos Estados Unidos como poderio econômico técnico – cientifico. Existe ainda um quarto momento que deve ser considerado como a consolidação do inglês como língua principal neste início de novo milênio.

Não se pode imaginar uma sociedade sem estabelecer relações com outros países, sendo essa comunicação feita através da língua, não somente a língua materna, mas também uma ou mais línguas estrangeiras. Símbolo de status social, a língua inglesa esta presente nos quatro cantos de uma residência onde aparelhos de rádio, televisão, vídeo, e etc., são ligados e desligados através das indicações on e off. Daí a sua grandiosa importância e necessidade ou até mesmo a obrigação de estudá-lo para não nos tornarmos ultrapassados, isto é, parados no tempo com relação ao aprendizado de língua inglesa. Quem sabe esta língua tem mais oportunidades na maioria das áreas – escola, trabalho, turismo – aprender inglês é um sonho para muitos, enquanto que o seu desconhecimento pode ser considerado como um traço negativo em algumas situações. A penetração da língua inglesa tem como variável que não pode ser ignorada, a presença hegemônica dos Estados Unidos (EUA) no mundo e o processo de globalização que atinge a todos.

2.2  A língua inglesa e o fenômeno da globalização

Desde o final dos anos 70 o mundo vive uma nova fase do capitalismo e da sociedade moderna, em que se destaca a globalização, a qual une mais ainda os povos e as economias tornando-os mais interdependentes.  Na cultura vem ocorrendo uma integração mundial, à medida que o planeta está ficando aparentemente menor, no qual a maioria das pessoas se identifica ao assistir a programas semelhantes na televisão, navegar na internet, etc.. Existe certa uniformização de hábitos, atualmente as pessoas comem nas mesmas redes de fast foods, vestem os mesmos jeans, bebem os mesmos refrigerantes e assistem aos mesmos filmes. Nesse sentido, a língua inglesa atua nesse processo de interdependência por ser a língua mais utilizada na internet, nas transações econômicas, nas marcas de produtos, nos filmes e acima de tudo por ter alcançado um grande domínio como língua internacional. Rajagopalan afirmava em 2005:

Estima-se que perto de 1,5 bilhões de pessoas no mundo – isto é ¼ da população mundial – já possui algum conhecimento da língua inglesa e/ou se encontra em situação de lidar com ela no seu dia-a-dia. Acrescente-se a isso o fato ainda mais impressionante de que algo em torno de 80% a 90% da divulgação do conhecimento científico ocorre em inglês. (RAJAGOPALAN, 2005, p. 149)

Esse processo pode ser pacífico uma vez que, os povos ligam e dividem suas descobertas, divulgam suas ideias, compartilham suas crenças e culturas, ou pode ser um processo às vezes injusto, já que uma civilização torna-se dominante, ou seja, acaba impondo seus modelos político e econômico, como tendem a influenciar através dos seus valores.

Com a crescente hegemonia e força norte-americana, nada mais esperado que o seu idioma oficial se expanda, conseguindo ditar ou influenciar modelos de comportamento. Surge assim, uma forte imposição cultural que fascina ao oferecer uma cultura diferente e moderna, em que os meios de comunicação difundem modelos a serem seguidos. Com isso é preciso conhecer de maneira profunda a cultura do dominador para dela fazer uso quando possível e confrontá-lo quando necessário. Essa oportunidade surge através do processo educacional, no qual o fenômeno da globalização passa a exercer um papel mais significativo no desenvolvimento social e econômico, uma vez que a educação exige um grau mais elevado de qualificação dos trabalhadores, logo traz como conseqüência a ênfase no estudo de uma língua estrangeira, em especial a língua inglesa.

2.3  A língua estrangeira mais ensinada

Vários pesquisadores têm afirmado que o inglês é a língua mais ensinada na atualidade. Richards & Rodgers (2001, p.1) afirmam que “hoje o inglês é a língua mais estudada em todo o mundo”. No Brasil, o inglês ocupa o status de língua mais ensinada, sendo a única língua estrangeira incluída no currículo das escolas brasileiras. Essa preferência está ligada ao poder econômico exercida pela Inglaterra e os Estados Unidos no cenário mundial. A lei de número 9.394/96 de Diretrizes e Bases da Educação não específica qual língua estrangeira que deve ser ensinada nas escolas, mas o inglês é a língua que atinge maior preferência.

2.4  A aprendizagem de uma língua estrangeira

Todo comportamento humano é aprendido. O processo de ensino-aprendizagem exige uma interação entre dois ou mais sujeitos. O aprender e o ensinar estão intimamente ligados no processo de aprendizagem.

No aprendizado de línguas, sabe-se que a idade é um fator muito importante, devido a vários fatores como: o ritmo de assimilação e motivação própria. Na idade infantil, o aluno se torna mais propício ao aprendizado de uma segunda língua, sendo que o ambiente e o grau de afinidades entre seus integrantes são elementos essenciais para que o aprendiz sinta-se integrado a esse meio, características como essas dificilmente predominam em salas de aulas convencionais. uma aprendizagem significativa e que faça saoes

A aprendizagem de uma língua estrangeira (LE) não é só um exercício de formas e estruturas linguísticas de uma língua que difere em muitos aspectos da materna, mas sim um aprendizado que leva o aluno a interagir no mundo, contribuindo para o seu desenvolvimento integral, dessa forma suas competências linguísticas não se resumem apenas ao uso da língua como código, mas na compreensão de outras culturas que leva o aluno a desenvolver uma consciência crítica sobre sua própria cultura.

O processo de aprendizagem de uma LE está sujeito a fatores de grande complexidade. Muitas teorias no campo da psicologia e da linguística foram criadas visando explicar o processo de aquisição-aprendizagem de uma segunda língua. Algumas habilidades do desenvolvimento humano, como as habilidades físicas, musicais e linguísticas são as que mais dependem da prática e menos da teoria. Desse modo, alguns pesquisadores tentam mostrar os processos da aprendizagem e os meios que facilitam a sua melhor obtenção.

2.4.1  A visão behaviorista e a visão cognitivista

Uma das correntes de pensamento no que diz respeito ao aprendizado de uma segunda língua (L2) é o behaviorismo cuja aprendizagem é concebida como uma rede de hábitos aprendidos através da imitação, prática e incentivo.

De acordo com essa teoria, os aprendizes devem ser encorajados quando acertam e corrigidos, imediatamente, quando cometem erros, pois o desenvolvimento linguístico é o resultado da formação de hábitos, sendo que estes hábitos formados na língua materna, interferem no aprendizado dos que podem ser adquiridos no domínio de uma L2. Essa corrente resultou no uso de metodologias que enfatizam exercícios de repetição e substituição.

O cognitivismo, por sua vez, vincula a linguagem à cognição, que significa ato de conhecer, conhecimento, percepção, a qual a aquisição e o desenvolvimento da linguagem são processos derivados do raciocínio da criança.

A corrente cognitiva entende ainda que a mente humana esteja cognitivamente apta para a aprendizagem de línguas. Ao ser exposto à língua estrangeira, o aluno com base no conhecimento de sua língua materna elabora hipóteses sobre a nova língua e as testa no ato comunicativo. A aprendizagem de L2 é tida como um processo mental que deve ser explorado. No início, os aprendizes podem sentir algumas dificuldades, mas com o tempo as habilidades com a L2 irão aparecer, tornando-se automática e rotineira. Nesse caso, os erros passam a ser considerados como evidencia de que a aprendizagem está em pleno desenvolvimento, diferentemente da visão behaviorista.

2.4.2     Vygotsky e o processo de ensino-aprendizagem

A capacidade de desenvolvimento intelectual do ser humano se realiza através de sua interação com o outro em um dado sistema sociocultural, o mesmo acontece com o aluno que interage com seus colegas e com o professor na instituição escolar. É inegável que o homem nasce com certas capacidades próprias à espécie humana, como enxergar e ouvir, mas no decorrer de sua vida todo o restante do seu aprendizado depende dos seus processos de aprendizagem e de sua interação com o meio “as funções psicológicas superiores, aquelas que envolvem a intenção, planejamento, ações voluntárias e deliberadas, dependem de processos de aprendizagem” (OLIVEIRA, 1988, p. 56).

Um dos princípios básicos da teoria de Vygotsky é o conceito de “Zona de desenvolvimento próximo” que representa a diferença entre a capacidade da criança de resolver problema por si próprio e a capacidade de resolvê-los com ajuda de alguém, ou seja, a criança tem um desenvolvimento auto-suficiente que abrange todas as funções executáveis por ela mesma sem ajuda externa, e a zona de desenvolvimento próximo, que abrange todas as atividades que a criança ou o aluno consegue desempenhar com a ajuda de alguém, sendo que está que possa orientar pode ser, o progenitor, professor, responsável, instrutor de língua estrangeira ou até mesmo um colega que já tenha desenvolvido a habilidade requerida pelo aluno. A idéia de zona de desenvolvimento próximo é de grande relevância em todas as áreas educacionais, sendo assim, para definir a noção de zona de desenvolvimento proximal, Vygotsky se pronuncia da seguinte forma:

É a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes. (VYGOTSKY apud SANTANA, 2005, p. 110)

Para o aprendizado de línguas ter um bom desenvolvimento, é preciso que o ambiente  e o grau de afinidade e interação entre seus integrantes seja elemento essencial para a formação do aprendizado.

2.4.3     Hipóteses de aprendizagem de língua estrangeira na visão de Krashen

Alunos e uma grande parte de professores acreditam que saber uma língua estrangeira é saber conjugar verbos, fazer traduções ou definir classes de palavras, desconhecendo que o uso real que os falantes dessa língua fazem é interagir e produzir diferentes atos comunicativos. Krashen em suas hipóteses deixou bem claro qual é o verdadeiro uso da língua. De acordo com Krashen apud Santana (2005, p. 129), “aquisição (acquisition) é um processo inconsciente, enquanto a aprendizagem (Learning) é um processo consciente”, ou seja, a aquisição funciona por força da necessidade de comunicação e a aprendizagem significa saber as regras e poder falar sobre elas de forma consciente, sendo desta forma a aprendizagem menos importante de que a aquisição.

Sobre esses processos, há teorias que defendem a idéia de que uma criança adquire uma segunda língua e que o adulto a aprende. Entretanto, de acordo com a hipótese de aquisição e aprendizagem de Krashen, o adulto também pode adquirir uma segunda língua, sem nenhum conhecimento consciente de suas regras. (KRASHEN apud SANTANA, 2005, p. 129)

Com isso, é possível chegar à conclusão de que as línguas são difíceis de serem ensinadas, mas serão aprendidas se houver um ambiente apropriado, uma vez que o aprendizado de um idioma se dá pela assimilação do subconsciente de seus elementos (pronúncia, vocabulário e gramática) em contextos sociais, criando situações de comunicação.

A hipótese da ordem natural de Krashen parte da ideia de que há uma ordem de aquisição de estruturas gramaticais previsíveis, ou seja, os adquirentes de uma segunda língua internalizam certas estruturas gramaticais mais cedo e outras mais tarde, independentes da idade.

A hipótese do monitor está centrada na aprendizagem, pois o conhecimento consciente das regras serve de fiscal (Monitor) para o falante no momento em que ele se auto-corrige para garantir o sucesso de sua comunicação, já que o sistema de aquisição é o iniciador do enunciado, enquanto o sistema de aprendizagem desempenha o papel de monitor. Segundo Krashen apud Santana (2005, p, 132), “os alunos estão expostos apenas a uma pequena parcela da gramática da língua e, por melhor que seja o aluno, ele não aprende totalmente todas as regras ensinadas”.

O Input como hipótese tentará dar respostas à pergunta como adquirimos a linguagem, estando essa hipótese centrada no processo de aquisição. O input é representado pela seguinte formula: i + 1, sendo o “i” a competência atual que o indivíduo tem na língua e o “1” uma informação linguística, além dessa competência. A explicação dessa hipótese se pauta na utilização não apenas da nossa competência linguística que seria o “i”, mas do contexto, do nosso conhecimento de mundo, das informações extralinguísticas que seria o “1”, como elementos que possibilitarão a compreensão da linguagem. O input i + 1 será um estágio mais avançado para o indivíduo em fase de aquisição de uma LE.

A hipótese do filtro afetivo diz respeito aos fatores que desempenham um importante papel na aquisição de uma segunda língua, tais como motivação, autoconfiança e ansiedade, sendo que essas variáveis efetivas apresentam uma maior relação com o processo de “aquisição” do que com o da “aprendizagem”.

Segundo Carione apud Santana (2005, p. 133), “a hipótese do filtro afetivo transporta para a sala de aula uma grande importância no tratamento a ser dado”, devido ao encorajamento da diminuição das barreiras psicológicas, tais como: ansiedade; a inibição ou a falta de confiança; á motivação de um maior número de alunos; ao desenvolvimento da autoconfiança e de atitudes positivas em relação à aprendizagem. Carione ainda afirma: “O melhor professor de línguas é aquele que pode fornecer input correto, que pode tornar esse input o mais compreensível possível, em condições de mais baixa ansiedade” (CARIONE. 1988. p 57).

São inúmeras as hipóteses e teorias sobre o aprendizado de língua estrangeira, nesse sentido, um aspecto de suma importância é saber executar a metodologia necessária, sendo que, o uso de metodologias adequadas promove o desenvolvimento da competência comunicativa.

2.4.4     Panorama dos diversos métodos de ensino de língua estrangeira

Será apresentada a seguir uma síntese dos principais métodos de ensino de língua estrangeira. Para descrever os diferentes métodos, precisa-se usar uma terminologia adequada distinguindo abordagem, método e metodologia.

A abordagem (“approach” em inglês) é um termo mais abrangente e engloba os pressupostos teóricos sobre a aprendizagem e a língua, ou seja, as abordagens variam na medida em que variam esses pressupostos, já o método tem uma abrangência restritiva, podendo estar contido dentro de uma abordagem, já que trata das normas de aplicação, das regras para a seleção, ordenação e apresentação dos itens lingüísticos. Enquanto que o termo metodologia estaria em um nível superior, englobando os objetivos gerais, os conteúdos linguísticos, as teorias de referência, as situações de ensino e até mesmo a elaboração de um método.

O método da gramática e tradução, também conhecido como abordagem tradicional, surgiu historicamente com o objetivo de ensinar as línguas clássicas, o grego e o latim, sendo esse método muito empregado até os dias de hoje com algumas alterações. O objetivo deste método era o de transmitir o ensino da segunda língua pela primeira, dessa forma propunha-se que a aprendizagem de língua estrangeira fosse uma atividade intelectual em que o aprendiz deveria aprender e memorizar as regras e os exemplos, com o propósito de dominar a morfologia e a sintaxe. Os alunos, por sua vez, recebiam e elaboravam listas exaustivas de vocabulário, realizavam ditados, tradução e versão de obras clássicas, já as aulas eram ministradas na língua materna, havendo pouco uso da língua-alvo, sendo assim, pouca iniciativa era atribuída ao aluno, pois o controle da aprendizagem era rígido e não era permitido errar. De acordo com Paiva: “Na abordagem tradicional, por exemplo, a ênfase é dada ao ensino de gramática de forma dedutiva, através de explicações de regras gramaticais, feitas na língua do aprendiz” (PAIVA, 2005, p.70).

O método direto surgiu como uma reação ao ensino tradicional, já que este objetivava que a aprendizagem de uma língua estrangeira fosse pautado no ensino do vocabulário. Contra esse ensino e respondendo a novas necessidades, surgiu então a metodologia direta de ensino, a qual tinha como princípio fundamental o de que a aprendizagem da língua estrangeira deveria ser dada em contato direto com a língua em estudo, ou seja, a língua materna deveria ser abolida da sala de aula, sendo que, a transmissão dos significados dava-se através de gestos, gravuras, fotos, simulação, em fim, tudo que pudesse facilitar a compreensão sem jamais recorrer a tradução, dava-se também ênfase a oralidade, com diálogos breves em estilo moderno de conversação, a tradução para a língua materna do aluno era abolida, dessa forma, o professor não precisaria saber falar a língua materna do aluno, sendo assim, o importante era que o professor fosse fluente na língua-alvo, além de que a gramática deveria ser ensinada indutivamente com as regras surgindo da experiência.

Já o método da leitura tem como objetivo principal desenvolver a habilidade da leitura. Para que isso aconteça de forma proveitosa, procura-se criar condições que propiciem o hábito da leitura, tanto no ambiente escolar como fora dele. O vocabulário, por sua vez é considerado significativo nesse método, já nas primeiras aulas procura-se expandir o vocabulário o mais rápido possível de forma cuidadosa, além da gramática ser utilizada para compreender melhor a leitura, focalizando os aspectos morfológicos e sintáticos mais comuns na língua-alvo, são também utilizados exercícios de tradução para a língua materna. Nesse método o professor não precisa ter fluência oral na língua-alvo, logo o aspecto mais produtivo é o desenvolvimento da leitura e da compreensão textual.

Enquanto que o método áudio-lingual surgiu a partir da necessidade apresentada pelos Estados Unidos durante a segunda guerra mundial para produzir rapidamente falantes fluentes em várias línguas, faladas nos futuros palcos de combate. Esse método ficou conhecido como “método do exército por ter despontado nesse contexto. Os princípios básicos desse método são: A língua é fala e não escrita, (com isso restabelecia-se a ênfase na língua oral), a língua é um conjunto de hábitos, o propósito de ensinar a língua, não sobre a língua, a língua é o que os falantes nativos dizem não o que alguém acha que eles deveriam dizer e o mais importante, o de que as línguas são diferentes.

Havia uma grande preocupação com os alunos, isto é, para que eles não cometessem erros. Para tanto, ensinava-se através da apresentação gradual das estruturas, por meio de exercícios estruturais. Assim, a gramática era apresentada aos alunos, não por regras, mas através de uma série de exemplos ou modelos. A aquisição de uma língua poderia ser considerada como um processo mecânico de formação de hábitos, rotinas e automatismos, uma vez que o professor continuava sendo o centro do processo de ensino-aprendizagem, dirigindo e controlando o comportamento dos alunos. Paiva explica a importância e critica essa abordagem:

Um grande feito dessa abordagem foi extender o ensino da LE para um maior número de aprendizes porque seus exercícios não exigem muito raciocínio abstrato. A crítica a essa abordagem é de que o excesso de exercícios de fixação é enfadonho, e diálogos didaticamente preparados e memorizados não se aplicam à conversação real. Outro problema é a desconsideração que esta abordagem tem para com os diferentes estilos de aprendizagem de cada pessoa. (PAIVA, 2005, p. 71)

A abordagem comunicativa, por sua vez, centraliza o ensino da língua estrangeira na comunicação, já que, trata-se de ensinar ao aluno a se comunicar em língua estrangeira e a adquirir uma competência na comunicação. Nesse sentido, saber comunicar-se significa ser capaz de produzir enunciados linguísticos de acordo com a intenção da comunicação e conforme a situação que o falante encontra-se. O conhecimento da gramática nessa abordagem é apenas nocional, sendo que as atividades gramaticais estão a serviço da comunicação, pois os exercícios passaram a ser de comunicação oral e simulada, logo é visível uma maior relevância à produção do aluno, ou seja, no sentido de favorecê-lo a produzir mais, vencendo assim seus bloqueios. A aprendizagem é centrada no aluno, por isso, as estratégias utilizadas para a aprendizagem são variadas: trabalhos em grupos são valorizados, são criadas técnicas e dramatizações visando ativar o ato da comunicação. O professor nessa abordagem deixa de ocupar o papel principal e passa a ser orientador, facilitador e organizador das atividades de classe.

Ao se analisar as metodologias de ensino aqui citadas, verifica-se que todas privilegiam o estudo da língua e os diversos elementos que ajudam na aprendizagem, no entanto, o mais importante é que o aluno esteja motivado e apto a aprender outra língua, independentemente da metodologia utilizada. Em fim, para alcançar o sucesso na aprendizagem, o aluno precisa “aprender a aprender”, assumindo um papel de responsabilidade nesse processo.

3  ANÁLISE DOS RESULTADOS

A entrevista com a professora foi realizada no dia 09 de outubro deste ano às 21 h da noite, na Escola Estadual Emeliano Ribeiro, durante o intervalo na sala de aula. A professora mostrou-se disposta a responder às perguntas, pois ela compreende a importância deste trabalho para a formação educacional de outros professores.

A educadora tem entre 20 e 30 anos e esta trabalhando na rede estadual de ensino, lecionando Língua Inglesa a menos de 5 anos. Ao ser questionada sobre o ensino de língua inglesa, a professora respondeu as questões com tamanha firmeza. Quando fora solicitada em responder o que achava do ensino de língua inglesa na escola pública, ela respondeu que é ruim, pois, por mais que o educador deseje desempenhar um bom trabalho, ele fica de mãos atadas por causa da falta de recursos, a começar pelo livro didático, a quantidade insuficiente de dicionários e a estrutura da escola que não dispõe de um laboratório de línguas. Quando indagada sobre a relação de interesse dos alunos com o aprendizado de língua inglesa, a entrevistada afirmou que os alunos carecem de uma boa base, sendo que essa carência já vem do ensino fundamental e prolonga-se durante o ensino médio, visto que os alunos não compreendem a importância do conhecimento em língua inglesa para sua futura inserção no mercado de trabalho, agindo como se fosse uma disciplina sem nenhum propósito.

Ao ser perguntada sobre as maiores dificuldades que os alunos apresentam em aprender a língua inglesa, a professora respondeu em uma ordem crescente de dificuldades. Em primeiro lugar encontra-se a falta de interesse dos alunos na disciplina, pelo fato de acharem que o estudo do inglês seja desnecessário para o currículo do aluno. Em segundo lugar aparece a falta de material nas escolas para a elaboração de uma aula mais produtiva, materiais que não podiam faltar em uma aula desta disciplina faltam constantemente, como: dicionários, livros, dentre outros. O ensino de língua inglesa é afetado no tocante à distribuição dos livros didáticos, visto que todas as outras disciplinas dispõem de livros, que são distribuídos gratuitamente nas escolas públicas, municipais e estaduais, exceto os de língua inglesa. Em terceiro lugar surge um problema que acontece na maioria das escolas públicas, a falta de estrutura que interfere no aprendizado em sala de aula, uma vez que a escola não oferece recursos mínimos para elaboração de uma aula, como acústica boa, salas de aulas bem ventiladas e arejadas, laboratório de línguas, sala de vídeo, interferindo no processo de aprendizagem de língua inglesa. A educadora frisou ainda no número excessivo de alunos em uma sala de aula, na qual a maioria das salas ultrapassa quarenta alunos, dificultando o trabalho do docente. Em quarto lugar, a entrevistada relatou sobre a pouca carga horária da disciplina, cuja duração das aulas de inglês por semana não ultrapassam duas aulas de cinquenta minutos cada, sendo que este tempo se torna insuficiente para a elaboração de uma aula significativa, interferindo assim no aprendizado. Como quinta dificuldade selecionada pela professora, esta falou sobre a falta de empenho de alguns professores no tocante a aplicação do conteúdo e no desinteresse em ensinar a disciplina. A entrevistada falou ainda sobre o pouco domínio das habilidades orais por parte da maioria dos professores, o que inviabiliza o ensino das quatro habilidades comunicativas: ler, escrever, ouvir e falar.

Com relação ao uso de recursos didáticos, a professora respondeu que utiliza material de apostilha, dicionários, recorre também aos Dvds (Vestibulando digital) e quando possível utiliza o aparelho de som para elaboração de uma aula mais voltada para o listening.

A educadora foi interrogada sobre conhecimento dos métodos de ensino de língua inglesa como: o método da Gramática e Tradução (AGT); o método direto; método de leitura; método áudio-lingual e a abordagem comunicativa. A docente mostrou-se ter um grande conhecimento sobre os métodos, o que facilitou suas respostas. Ainda sobre os métodos, a docente fora perguntada qual dos métodos citados anteriormente ela utiliza mais em sala de aula, ela afirmou que usa o método da gramática e tradução (AGT) pelo fato de explorar o aluno a adquirir um melhor vocabulário, aplica o método da leitura, não com tanta frequência como o método AGT, porém este último método traz um desenvolvimento significativo aos alunos.

Quando interrogada sobre a contribuição do método da gramática e tradução para o desenvolvimento de sua metodologia de ensino em sala de aula, a entrevistada respondeu que quanto mais se trabalha para aprimorar o aprendizado de língua inglesa, mais metodologias aparecerão para sanar as deficiências de aprendizado. Afirmou ainda que, mesmo metodologias tradicionais como: trabalhos em equipes, atividade lúdicas, e outras modalidades que facilitem o aprendizado. É preciso estar sempre inovando e buscando novas formas de contribuição para o estudo de língua inglesa, apesar de que se exige muito nas escolas o ensino da gramática visando o vestibular, ou seja, a abordagem comunicativa, o método áudio-lingual, nesse caso fica em segundo plano.

A professora concluiu a entrevista falando da relevância do estudo de uma língua estrangeira, e quando se trata de língua inglesa a exigência é ainda maior, uma vez que é uma língua utilizada mundialmente oferecendo reais oportunidades em várias áreas.

Nas observações feitas em sala de aula foi detectado um tamanho desinteresse por parte dos alunos no aprendizado de língua inglesa. A professora a todo o momento tentava chamar a atenção dos estudantes, no entanto, a maioria encontrava-se disperso nas aulas, brincando e conversando constantemente. Isto dificultava o trabalho da professora que tentava prender a atenção dos alunos a todo o custo.

4  CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como estudante do curso de Letras Português/Inglês e já atuando na área de língua inglesa na condição de professor, realizei este artigo visando detectar as razões pelas quais os alunos apresentam tantas dificuldades em aprender a língua inglesa. As causas surgem de diversas formas, como: desinteresse dos alunos, falta de incentivo dos pais, a escola muita das vezes não oferece recursos suficientes para elaboração do trabalho do professor, além do despreparo de vários professores em lecionar esta disciplina, pelo fato de não buscarem novas metodologias de ensino que visem melhorar o desempenho dos alunos.

Os vários métodos e abordagens de ensino mostram um grande número de possibilidades para o êxito no processo de ensino-aprendizagem de língua inglesa, cabe ao professor orientar e escolher o método mais adequado e condizente com o perfil do aluno se é para estudar a gramática para concursos ou exames de admissão em algum cargo ou se é para desenvolver as habilidades orais, ou até mesmo para outros fins.

O interesse em analisar as dificuldades de aprendizagem de língua inglesa surgiu no início do curso e tornou-se mais intenso ao chegar na situação de professor. Pude observar que a tarefa de ministrar aulas de língua inglesa é algo complexo e exige muito empenho do educador, pois o público-alvo não demonstra interesse, cabendo ao professor os desafios de estar preparado e para despertar o interesse dos alunos.

Através da entrevista com a professora e as observações em sala de aula, pude perceber que o professor sofre muito com a falta de recursos para elaboração de suas aulas ficando impedido de explorar as quatro habilidades do ensino de língua inglesa, que são: o escrever, o ler, o ouvir e o falar. Os alunos estudam a língua inglesa apenas no papel, no livro, na gramática ou fazendo traduções, ou seja, poucas vezes ouvem trechos de falantes nativos ao assistirem algum vídeo ou ouvindo o áudio no Cd, ficando assim impossibilitados de desenvolver seus conhecimentos linguísticos de forma interativa. Este pode ser um dos fatores que levam os alunos a chegarem às séries do ensino médio apresentando extrema dificuldade na compreensão e expressão da língua inglesa, tornando-se alunos inteiramente desmotivados a prosseguir nos estudos.

Portanto, para sanar essas dificuldades, faz-se necessário que cada professor de língua inglesa esteja determinado a fazer uma auto-análise visando melhorar o desempenho dos alunos, inovando na forma de ensinar, criando novas metodologias de ensino, estimulando-os a aprender e acima de tudo, tentar buscar e despertar o interesse dos alunos em estudar língua inglesa.

REFERÊNCIAS

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BROWN, H. Douglas. Principles of language learning and teaching. New York: Pearson education – Longman, 200.

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FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio século XXI. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.

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VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

APÊNDICES

APÊNDICE A

ENTREVISTA

FACULDADE ATLÂNTICO

CURSO DE LETRAS PORTUGUÊS/INGLÊS

Prezado (a) professor (a)

Sou aluno do curso de Graduação em Letras Português/Inglês da Faculdade Atlântico, e estou desenvolvendo uma pesquisa sobre a metodologia de ensino de língua inglesa. Por conta do exposto acima, solicito a sua colaboração, respondendo a entrevista que segue. Tenho consciência que a realização desta solicitação tomará alguns minutos do seu tempo. Porém é de suma importância identificar a sua concepção com relação à metodologia de ensino de línguas e as dificuldades encontradas no ensino de língua inglesa juntamente com as dificuldades de aprendizado, visto que é um assunto importante, pois contribui de forma expressiva para a formação de futuros professores. Registro meu agradecimento pela sua colaboração e asseguro que as informações da entrevista serão utilizadas somente para fins da pesquisa apresentada e jamais divulgadas isoladamente. Assim como não haverá identificação das pessoas que participarem.

Saudações.

Williams Carlos Oliveira Silva

ENTREVISTA COM A PROFESSORA

APÊNDICE A

ESCOLA:________________________________________________________

LOCAL E DATA:__________________________________________________

Assinale as alternativas que mais correspondem ao seu posicionamento:

1 – Quantos anos você tem?

(     ) Menos de 20 anos

(     ) Entre 20 e 30 anos

(     ) Entre 31 e 50 anos

(     ) Mais de 50 anos

2 – Há quanto tempo você trabalha como professor (a)?

(     ) Menos de 5 anos

(     ) De 05 a 10 anos

(     ) Acima de 10 anos

3 – Você é professor (a) da rede de ensino:

(     ) Pública

(     ) Privada

(     ) Pública e privada

4 – Você trabalha em quantas escolas?

(     ) Uma

(     ) Duas

(     ) Três

(     ) Acima de Três

5 – Em qual área você atua?

(     ) Ciências exatas

(     ) Ciências biológicas

(     ) Ciências aplicadas

(     ) Educação e ciências humanas

6 – O que você acha do ensino de língua inglesa na escola publica?

(     ) Ruim

(     ) Péssimo

(     ) Bom

(     ) Ótimo

Comente sua resposta:

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

7 – A escola em que você trabalha oferece recursos suficientes para a elaboração de suas aulas?

(     ) Sim

(     ) Não

Justifique sua resposta:

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

8 – Os alunos mostram-se interessados no aprendizado de língua inglesa?

(     ) Sim

(     ) Não

Comente sua resposta:

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

9 – Quais são as maiores dificuldades dos alunos em aprender língua inglesa?

(Enumere em ordem crescente)

(     ) Falta de interesse na disciplina

(     ) Falta de material (dicionário, livros, etc.)

(     ) Falta de empenho dos professores

(     ) Falta de estrutura nas escolas (acústica boa, laboratório de línguas, vídeo, etc.)

(     ) Pouca carga horária da disciplina

10 – Você utiliza recursos didáticos em suas aulas?

(     ) Sim

(     ) Não

Caso a resposta tenha sido afirmativa, quais os recursos?

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

11 – Você conhece os métodos/abordagens de ensino de língua estrangeira?

(     ) Sim

(     ) Não

12 – Quais desses métodos você utiliza mais em sala de aula?

(Enumere em ordem crescente)

(     ) Método da gramática e tradução (AGT)

(     ) Abordagem direta ou método direto

(     ) Abordagem para leitura ou método da leitura

(     ) Método áudio-lingual

(     ) Abordagem comunicativa

13 – O método que você mais utiliza (no caso a de numero 1 da pergunta anterior) facilita o aprendizado dos alunos?

(     ) Sim

(     ) Não

Comente sua resposta:

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

14 – de que forma o método (a resposta de numero 1 da pergunta 11) contribui para o desenvolvimento de sua metodologia de ensino em sala de aula?

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

15 – Você acha que sua metodologia de ensino facilita o aprendizado de língua inglesa?

(     ) Sim

(     ) Não

Comente :

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


[1] Acadêmico do 8º Período do Curso de Letras Português/Inglês da Faculdade Atlântico. E-mail: [email protected]

[2] Professor Orientador e docente da Faculdade Atlântico. E-mail: [email protected]

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Estudante de História na UFS e formado em Letras Português/Inglês

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