METODOLOGIA DO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA NO 6º A ANO DA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR BENEDITO OLIVEIRA

Categorias: Inglês, Opinião
Escrito por:

METODOLOGIA DO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA NO 6º A ANO DA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR BENEDITO OLIVEIRA

Otacílio do Carmo Dantas

Curso de Letras

RESUMO

O presente artigo tem como objetivo geral analisar a metodologia de ensino da língua inglesa do 6º ano A da Escola Estadual Professor Benedito Oliveira. Para isso, na tentativa de verificar as principais dificuldades encontradas pelos alunos, observar o método de ensino utilizado pelo professor e descobrir as alternativas adotadas pelo docente que levam ao aluno a se interessar pelo aprendizado de uma segunda língua, foi aplicado um questionário aos alunos, entrevista ao educador de língua inglesa da escola e observações de aulas na turma. A linguagem é um fator de suma importância para que possa acontecer o desenvolvimento intelectual e mental de um indivíduo, pois exerce uma função organizadora e planejadora do pensamento. Todas as formas de ensino, por mais diferenciadas que sejam, servem como recursos que auxiliam o processo de aprendizagem tanto da língua materna quanto de uma segunda língua, neste caso, a língua inglesa. Neste processo de ensino, o professor de língua estrangeira deve estar ciente de que deve reconhecer a capacidade mental do aluno e ser capaz de ativá-la, fazendo com que este esteja conscientizado sobre sua importância ao decorrer desta caminhada rumo à ampliação de seu conhecimento. Por fim, além de tratar brevemente sobre as abordagens mais utilizadas no que se refere ao ensino de línguas, este artigo fala sobre a importância do ensino e a aquisição de novo idioma, bem como a conscientização que o educador deve ter ao lecionar, transmitindo seu conhecimento ao aluno da maneira mais adequada.

PALAVRAS-CHAVE: Metodologia. Aprendizado. Língua Inglesa.

ABSTRACT

This article aims at analyzing the methodology of teaching English in the 6th A of the State School Professor Benedito Oliveira. To do so, in an attempt to verify the main difficulties encountered by students, observe the teaching method used by the teacher and find out the alternatives adopted by the teacher leading the students to become interested in learning a second language, a questionnaire was administered to students interview with the teacher of English language school and classroom observations in the classroom. The language is of paramount importance for it to happen intellectual development and mental health of an individual, as it has an organizing function of thought and planning. All forms of education, however different they are, serve as resources that assist the learning process of both the mother tongue as a second language, in this case, the English language. In this process of education, foreign language teacher should be aware that it must recognize the student’s mental capacity and be able to activate it, causing it to be made aware of its importance to the course of this road to expanding your knowledge. Finally, and briefly address the most common approaches with regard to language teaching, this article talks about the importance of education and the acquisition of new language and the awareness that the educator must have to teach, passing on his knowledge the student to a more appropriate way.
KEY WORDS: Methodology. Learning. English

1. INTRODUÇÃO

A necessidade de aprender outra língua e estar interagindo com falantes de outro idioma é muito antiga. “Ao longo da história de ensino de línguas, muitas abordagens e métodos vêm sendo desenvolvidos e utilizados, alguns conseguindo maior destaque que os outros” (BASSETTI, 2006, p. 28).

Adquirir uma segunda língua não significa somente uma questão de “status”, mas de uma necessidade, para que se tenha um diferencial tanto na questão intelectual quanto na vida profissional. Por este motivo, os educadores de língua estrangeira devem buscar um método que faça com que o processo de aprendizagem tenha resultados satisfatórios, ou seja, uma abordagem que auxilie ao professor trabalhar, atingindo as perspectivas do aluno.

O objetivo geral deste trabalho é analisar a metodologia de ensino da língua inglesa do 6º ano A da Escola Estadual Benedito Oliveira. Visando atingir este objetivo, foram observadas aulas nesta turma, para que fosse analisado o método de ensino utilizado pelo professor. Também através de observação, foram verificadas as principais dificuldades encontradas pelos alunos e uma entrevista foi realizada com educador para descobrir quais eram as alternativas adotadas por ele que levam seus alunos a se interessar pelo aprendizado de uma segunda língua.

Para o alcance desses objetivos, metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se por ser bibliográfica de caráter exploratório e quantitativo. A pesquisa bibliográfica foi desenvolvida a partir de material já elaborado e publicado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Além disso, para a realização deste trabalho, coletaram-se dados através do instrumental utilizado (aplicação de questionários e entrevista), pesquisa descritiva, procedimento tipológico e obtenção de informações através da Internet referentes ao tema abordado.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1. Ensino de Línguas: Breve Contexto Histórico

De acordo com Cestaro (2010, p.01) “sejam quais forem as razões – econômicas, diplomáticas, sociais, comerciais ou militares -, a necessidade de entrar em contato com falantes de outro idioma é muito antiga”. Através desta afirmação pode-se perceber desde os tempos mais remotos que a aquisição de uma segunda língua é essencial para que o indivíduo possa estar apto para interagir com o mundo à sua volta

Ao decorrer do tempo, o ensino da gramática assumiu diversas feições, refletindo as concepções de linguagem em vigor em cada época.

Nicholls (2001, p.85) diz que:

Podemos discernir três momentos históricos no ensino da gramática, caracterizados por modelos que podem chegar a ser radicalmente opostos. Os procedimentos e as técnicas, bem como os objetivos subjacentes de cada modelo, denotam perspectivas diferentes ou contrastantes, próprias de cada abordagem do ensino de língua estrangeira.

Pode-se notar que a metodologia de ensino de uma determinada língua estrangeira moldou-se a realidade de determinada época. Assim, depois de várias modificações, firmaram-se algumas formas de ensino de língua estrangeira:

A partir do século XVIII, no entanto, os textos em língua estrangeira tornam-se objeto de estudo; os exercícios de versão/gramática passam a substituir a forma anterior de ensino que partia de frases isoladas tiradas da língua materna. É com base nesse modelo de ensino que o século XVIII assistirá à consagração do chamado “método gramática-tradução” mais comumente chamado “tradicional” ou “clássico”. (CESTARO, 2010, p.02)

Segundo pesquisas referentes a esse tema, a abordagem tradicional de ensino da língua estrangeira foi historicamente, a primeira e mais antiga metodologia servia para ensinar as línguas clássicas como grego e latim. Os objetivos desta metodologia que vigorou, exclusiva, até o início do século XX, era o de transmitir um conhecimento sobre a língua, permitindo o acesso a textos literários e a um domínio da gramática normativa.

Segundo Cestaro (2010, p.04):

Os alunos recebiam e elaboravam listas exaustivas de vocabulário. As atividades propostas tratavam de exercícios de aplicação das regras de gramática, ditados, tradução e versão. (…) Pouca iniciativa era atribuída ao aluno; a interação professor/aluno era praticamente inexistente. O controle da aprendizagem era, geralmente, rígido e não era permitido errar.

Nesta abordagem pode-se notar nitidamente que a relação entre o professor e o aluno era vertical, ou seja, ele representava a autoridade no grupo ou classe, pois detinha o saber. Sabemos que atualmente há educadores que se utilizam desse recurso de ensino.

Até aproximadamente a década de 40, o principal objetivo da aprendizagem da língua estrangeira era o ensino do vocabulário. Assim, indo contra o ensino tradicional e visando respondendo às novas necessidades e aos novos anseios sociais, surgiu a metodologia direta de ensino de línguas. O princípio fundamental dessa abordagem era o de que a aprendizagem da língua estrangeira deveria se dar em contato direto com a língua em estudo. A língua materna deveria ser excluída da sala de aula. A transmissão dos significados dava-se através de gestos, gravuras, fotos, simulação, enfim, tudo o que pudesse facilitar a compreensão, sem jamais recorrer à tradução.

Cestaro (2010, p. 04) ainda diz que “o professor continuava no centro do processo ensino – aprendizagem. Ele era o guia, o “ator principal” e o “diretor de cena”. Era o professor que servia de modelo linguístico ao aprendiz. Não havia praticamente nenhuma interação entre os aprendizes.

Com a entrada dos americanos na guerra, sentiu-se a necessidade de produzir, com rapidez, falantes fluentes em várias línguas. Sendo assim, foi lançado em 1943 um grande programa didático que se desenvolveu no que hoje é conhecido como metodologia áudio-oral.

Segundo Cestaro (2010, p. 05) essa metodologia tinha como princípios básicos:

A língua é fala e não escrita, (com isso restabelecia-se a ênfase na língua oral) e a língua é um conjunto de hábitos: a língua era vista como um conjunto de hábitos condicionados que se adquiria através de um processo mecânico de estímulo e resposta. As respostas certas dadas pelo aluno deveriam ser imediatamente reforçadas pelo professor. A metodologia áudio-oral era baseada nos princípios da psicologia da aprendizagem: da psicologia behaviorista (de Skinner) e da linguística distribucional (de Bloomfield), então dominante nos Estados Unidos.

Nesta abordagem havia grande preocupação para que os alunos não cometessem erros. Sendo assim, os educadores se utilizavam de exercícios estruturais, apresentando a gramática aos discentes por meio de exemplos e modelos. O professor continuava no centro do processo do ensino-aprendizagem, dirigindo e controlando o comportamento linguístico dos alunos.

Continuando a tratar sobre abordagens, pode-se dizer que a audiovisual se situa num prolongamento da abordagem direta, á medida que suas inovações em parte se constituíam nas tentativas de solucionar dificuldades defrontadas pela abordagem direta. Esta abordagem é dividida em três fases: a primeira nos anos 60, a segunda nos anos 70 e a terceira nos anos 80.

Segundo Cestaro (2010, p.06):

Nas duas primeiras fases da abordagem audiovisual, o aluno desempenha um papel receptivo e um tanto submisso diante do professor e do manual. Ele não tem autonomia, nem criatividade. O professor centraliza a comunicação, é manipulador e técnico. (…) Na (…) terceira geração, a relação professor-aluno é mais interativa que nas duas fases anteriores. O professor evita corrigir os erros dos alunos durante a primeira repetição. Em seguida, começa o trabalho de correção fonética até a fase de memorização. O professor corrige discretamente a entonação, o ritmo, o sotaque etc.

Pode-se perceber que certas características da abordagem audiovisual da terceira geração coincidem, em parte, com as da abordagem comunicativa, que veio em seguida. Cestaro (2010, p. 08) diz que “a abordagem comunicativa centraliza o ensino da língua estrangeira na comunicação. Trata-se de ensinar o aluno a se comunicar em língua estrangeira e adquirir uma competência de comunicação”.

A abordagem comunicativa importa-se com a “produção” dos alunos no sentido em que ela tenta favorecer estas produções, dando ao aluno a ocasião múltipla e variada de produzir na língua estrangeira, ajudando-o a vencer seus bloqueios, não o corrigindo sistematicamente, e, além disso, o processo de aprendizagem é centrado no aluno.

Pesquisando e analisando estas diversas abordagens levaram a área de ensino de línguas um amadurecimento imensurável, fazendo com que os educadores de língua estrangeira tenham diversas opções de metodologias de ensino, de acordo com a sua opinião em relação ao emprego de técnicas eficientes de ensino.

De acordo com Nicholls (2001, p. 29):

O papel do professor de línguas estrangeiras é, portanto, reconhecer a importância da capacidade mental do aluno e ser capaz de ativá-la. Ao organizar o material a ser ensinado de tal forma que se torne significativo para o aluno, o professor está concorrendo para ativar os processos mentais disponíveis no aluno e para a aquisição consciente de competência, um requisito necessário ao desempenho satisfatório.

Desta forma, o ensino de língua estrangeira deve ser o mais eficaz possível, tornando assim o aprendiz de uma segunda língua um indivíduo apto e consciente para interagir com outros indivíduos, tanto de sua cultura materna quanto de outras culturas.

2.2. O ensino e aprendizado da Língua Inglesa

Sem dúvida, a linguagem é um fator importante para que haja o desenvolvimento intelectual e mental de um indivíduo, já que ela exerce uma função organizadora e planejadora do pensamento. As diversas formas de metodologias para o ensino desta servem como recursos que auxiliam o processo de aprendizagem tanto da língua materna quanto de uma segunda língua, neste caso, a língua inglesa.

Podemos perceber que com a globalização, o aprendizado da língua inglesa tem ser tornado essencial para que o indivíduo possa interagir com o mundo em que ele vive e faz parte.

De acordo com Paiva (2005, p. 18):

Aprender a língua inglesa hoje é tão importante como aprender uma profissão. Esse idioma tornou-se tão necessário para a vida atual que, para conseguirmos aprimorar qualquer atividade profissional, seja no campo da medicina, da eletrônica, física, etc. , temos de saber falar inglês (…). Hoje, o inglês tornou-se o mais importante e essencial idioma do século XX.

Atualmente, a aquisição da língua inglesa é tão necessária quanto um curso de informática. O inglês está inserido na maioria do cotidiano da população mundial e acaba influenciando na linguagem materna de determinados locais.

Contudo, em nosso país, o ensino da língua inglesa em sala de aula tem encontrado algumas dificuldades.

Segundo Bassetti (2006, p. 28):

A preocupação com as metodologias utilizadas em sala de aula surge ao longo da história do ensino de línguas, na qual se procurava o melhor método ou uma abordagem que fosse adequada. Estes conceitos encontram-se ligados a processos históricos e sociais que são refletidos no ensino de línguas, os quais se baseiam cada um em uma determinada visão de língua, linguagem, ensino e aprendizagem, de técnica e de materiais, que se enquadram em uma abordagem.

Percebemos que cada método e abordagem devem ser adequados, de acordo com a necessidade de cada educador, sendo que este deve sempre preocupar-se com os educandos, com o que está emitindo. Porém, isto por muitas vezes não acontece.

De acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) de língua estrangeira, no que se refere à perspectiva educacional:

A aprendizagem de Língua Estrangeira contribui para o processo educacional como um todo, indo muito além da aquisição de um conjunto de habilidades linguísticas. Leva a uma nova percepção da natureza da linguagem, aumenta a compreensão de como a linguagem funciona e desenvolve maior consciência do funcionamento da própria língua materna. Ao mesmo tempo, ao promover uma apreciação dos costumes e valores de outras culturas, contribui para desenvolver a percepção da própria cultura por meio da compreensão da(s) cultura(s) estrangeira(s). (PCN p. 37, 1998).

Notamos que o ensino de língua estrangeira deve contribuir para a formação individual e coletiva dos discentes, desenvolvendo sua capacidade intelectual e despertando-os para o aprendizado de uma nova língua, para que se tornem cidadãos críticos, mas que saibam respeitar as diversidades existentes no mundo de que eles fazem parte, indo muito além de repetição de palavras.

Ainda de acordo com os PCNs:

Nesse sentido, a aprendizagem do inglês, tendo em vista o seu papel hegemônico nas trocas internacionais, desde que haja consciência crítica desse fato, pode colaborar na formulação de contradiscursos em relação às desigualdades entre países e entre grupos sociais (homens e mulheres, brancos e negros, falantes de línguas hegemônicas e não-hegemônicas etc.). Assim, os indivíduos passam de meros consumidores passivos de cultura e de conhecimento a criadores ativos: o uso de uma Língua Estrangeira é uma forma de agir no mundo para transformá-lo. A ausência dessa consciência crítica no processo de ensino e aprendizagem de inglês, no entanto, influi na manutenção do status quo ao invés de cooperar para sua transformação. (PCN, p. 40, 1998)

Estes parâmetros demonstram que o fato do inglês ter se difundido como língua universal pode ser um importante fator que contribua para a melhoria de relações interpessoais entre países, povos e culturas, podendo haver assim maior troca de conhecimentos e experiências que levem ao enriquecimento intelectual dos atores presentes nessa relação.

Logicamente, entendemos que vários elementos se conjugam a fim de dar conta da aprendizagem de uma língua estrangeira, contudo, um desses fatores, pode-se dizer que é o mais importante é o “estar motivado para aprender”, pois ele constitui a melhor forma de aprendizado, independente da metodologia ou abordagem a ser utilizada. Acredita-se que para manter a motivação pela língua estrangeira em estudo, o aluno precisa se engajar no processo tem de “aprender a aprender” e ser capaz de assumir uma parte de responsabilidade por sua aprendizagem.

“Consequentemente, caberá ao professor dar uma melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem, cabendo a ele desenvolver novas práticas didáticas que permitam aos discentes um maior aprendizado.” (CHAGURI, 2004, p. 04).

Percebemos assim, que o educador de língua estrangeira, nesse caso a língua inglesa, deve sempre procurar estar melhorando sua forma de ensino, independentemente de qual seja a metodologia adotada por ele, visando sempre fazer com que os educandos despertem o gosto, a vontade de aprender uma segunda língua, fazendo com que o processo de aprendizagem seja o mais eficaz possível.

2.3. Língua Inglesa no Ensino Fundamental

Através de pesquisas referentes ao tema abordado neste trabalho, pôde-se notar que no processo de aprendizagem deve-se levar em conta o aluno, o sistema educacional e a função social da língua estrangeira em questão.

Desta forma, para que o ensino de língua estrangeira tenha uma função formativa no sistema educacional, deve-se encontrar maneiras de garantir que essa aprendizagem deixe de ser uma experiência decepcionante, levando à atitude fatalista de que língua estrangeira não pode ser aprendida na escola.  “Para o ensino fundamental, os objetivos decorrem, por um lado, do papel formativo de Língua Estrangeira no currículo, mas por outro lado, e principalmente, de uma reflexão sobre a função social de Língua Estrangeira no país e sobre as limitações impostas pelas condições de aprendizagem” (PCN, p. 65, 1998)

A educação em Língua Estrangeira, neste caso, a língua inglesa na escola, contudo, pode sim indicar a relevância da aprendizagem de outras línguas para a vida dos alunos do nosso país. Uma língua estrangeira, principalmente o inglês, dá acesso de diversas formas de se conceber a vida humana como, por exemplo, à tecnologia moderna, ao mundo dos negócios, comunicação intercultural, e a ciência.

Segundo os PCNs (p. 65, 1998):

Uma primeira tentativa de aproximá-los da Língua Estrangeira é fazer com que se conscientizem da grande quantidade de línguas que os rodeia, em forma de publicações comerciais, de pôsteres, nas vitrinas das lojas, em canções, no cinema, em todo lugar. É verdade que o inglês predomina (…), mas há razoável quantidade do uso de outras línguas, tais como o italiano, o francês, o espanhol, o alemão, dependendo do contexto e das regiões.

Essa diversidade de língua estrangeira tem que ser aproveitada, por isso o educador deve buscar metodologias e recursos que o auxiliam no processo de motivação dos alunos, fazendo com que eles saibam reconhecer e interagir com o mundo que está a sua volta.

Porém, para que possa haver um real desenvolvimento de competências e habilidades é preciso, primeiramente, trabalhar para buscar soluções de problemas crônicos existentes da educação brasileira, principalmente quando se fala em educação pública, como por exemplo, o despreparo de professores, falta de apoio dos órgãos púbicos, falta de interesse dos alunos etc.

Além desses fatores, deve-se buscar propor projetos que visem lançar novos desafios tanto para os professores quanto para os alunos e os motivem a mobilizar seus conhecimentos. Contudo, para que essas idealizações se tornem reais, “é necessária uma pedagogia ativa e cooperativa, voltada para toda a comunidade escolar” (SANTOS, 2001, p. 15.

Os educadores que lecionam língua estrangeira, sendo que neste caso estamos dando ênfase ao ensino da língua inglesa, devem se conscientizar que ensinar é criar situações de aprendizagem que contribuam para com o desenvolvimento de habilidades e de competências. Alguns se perguntam como os educadores poderão ser convencidos a repensar a sua metodologia de ensino, sendo que por muitas vezes estão habituados a cumprir meras rotinas escolares, sem motivar seus alunos, porque eles mesmos estão sem motivação.

Não basta somente que os educadores tenham competências técnicas; eles devem ser capazes de identificar e de valorizar suas próprias competências e habilidades dentro de sua profissão e de outras práticas para que assim eles possam realmente, desenvolver um bom trabalho, eficaz e promissor.

3. ANÁLISE DE RESULTADOS

Este artigo teve como objetivo geral analisar a metodologia de ensino da língua inglesa do 6º ano A da escola estadual Benedito Oliveira.

Assim, através de questionário aplicado aos discentes, entrevista realizada com o professor de língua inglesa da turma e observação de aulas buscou-se verificar as principais dificuldades encontradas pelos alunos no que se refere ao aprendizado da língua inglesa e descobrir as alternativas adotadas pelo professor que levem ao aluno a se interessar pelo aprendizado de uma segunda língua.

3.1. Discentes e o vocabulário

O questionário foi aplicado dia 30 de abril do corrente ano, às 13h55min da tarde na Escola Estadual Professor Benedito Oliveira, na turma do 6º ano A. Todos os discentes acreditavam que o professor iria fazer uma prova surpresa. Mas o professor explicou aos mesmos que se tratava de uma pesquisa de campo sobre o ensino da língua inglesa na escola em questão. O questionário que continha 12 questões, foi respondido por 10 alunos, sendo que todos tinham entre 10 e 12, sendo que a 50% deste total de alunos era do sexo masculino e 50% do sexo feminino. Além desse aspecto, somente 10% dos alunos entrevistados informou que era repetente. Todos os alunos que responderam ao questionário consideram que o ensino da escola em que estudam é ótimo.

100% dos alunos que responderam ao questionário acreditam que é muito importante aprender uma segunda língua e que o inglês faz parte do cotidiano deles, como por exemplo, em jogos de vídeo game, filmes e músicas. No que se refere à avaliação do ensino de língua inglesa da E. E. Prof. Benedito Oliveira, 80% afirmaram que o ensino é ótimo e 20% afirmaram que o ensino é bom. Quando indagados sobre qual tipo de dificuldade que sentem em relação ao aprendizado do inglês, 100% dos alunos afirmaram que a maior dificuldade deles era em relação ao vocabulário da língua inglesa, achavam muito difícil criar e responder questões, que por muitas vezes não compreendiam palavras utilizadas pelo professor. Porém, todos os discentes responderam que se sentem interessados durantes as aulas de língua inglesa.

Todos os discentes que responderam ao questionário informaram que o método usado pelo professor para lecionar aulas de inglês tem trazido resultados positivos para eles. Contudo, acreditam que o professor pode utilizar alguns recursos para que a aula se torne mais dinâmica e interessante como, por exemplo, a utilização de músicas durante as aulas, jogos e textos. Por fim, concluindo a aplicação do questionário em sala de aula, todos os discentes do 6º ano A responderam que a escola deveria criar projetos que os motive a aprender mais sobre a língua inglesa. Assim, concluiu-se a aplicação do questionário.

3.1.2. Abordagem Tradicional

A entrevista foi realizada no dia 30 de abril deste ano, às 14h30min da tarde na Escola Estadual Professor Benedito Oliveira, com a o professor de língua inglesa do 6º ano que respondeu a todas as perguntas de forma clara e suscinta. O roteiro de entrevista que foi aplicada possuía 12 questões que visavam contribuir para reflexão sobre o tema proposto neste trabalho.

Ao iniciar a entrevista o professor da turma informou que tem 50 anos de idade e que o maior prazer de sua vida era lecionar. Possui graduação em Letras Português & Inglês pela Universidade Federal de Sergipe, e que também curso de especialização pela Faculdade Atlântico, contudo não especificou qual.

O entrevistado informou que leciona há 15 anos, porém na Escola Estadual Professor Benedito Oliveira lecionava a apenas 6 meses.

Quando indagado se possuía alguma dificuldade em lecionar língua inglesa na escola, o professor respondeu que sim, por conta do número exagerado de alunos na turma e por conta da falta de recursos da escola.

Fora questionado ao educador que tipo de abordagem ele utilizava durante as suas aulas, ele informou que usa o método tradicional. Ele afirmou que a razão de adotar este tipo de abordagem durante suas aulas foi a quantidade de alunos de alunos, que são mais de 30.  Afirmou ainda que a princípio, tentou usar o método comunicativo, mas isto tornou-se inviável por conta deste número elevado de alunos. Por conta disso, adotou o método tradicional que é o mais eficaz para essa situação.

O professor entrevistado acredita que o uso do método tradicional é eficaz sim, no que se refere ao uso da gramática da língua inglesa.

Em relação ao método tradicional, o educador informou ainda que mesmo utilizando esta metodologia, os alunos mostram-se interessados e motivados em aprender um pouco mais sobre uma segunda língua e que as alternativas adotadas por ele são voltadas, em algumas aulas, para o lúdico, como por exemplo o uso de “caça-palavras”. Declarou ainda que acredita que o ensino da língua inglesa está muito defasado em nosso país e que falta apoio das autoridades competentes e até mesmo de algumas escolas que acreditam que o ensino da língua inglesa se limita somente ao verbo “to be”.

O entrevistado informou ainda que em sua opinião, se houvesse a criação de programas de incentivo ao ensino da língua inglesa, a população se conscientizaria sobre a importância do aprendizado de uma segunda língua. Além disso, acredita que se fosse reduzido o número de alunos durante o horário de inglês, ou seja, se a turma fosse dividida, tendo outro educador para auxiliá-lo, poderia usar a abordagem comunicativa, como era desde o início o seu desejo

Desta forma, quanto à entrevista em si, verificamos um atendimento de resposta de 100% das perguntas.

3.1.3. Observação das Aulas

Visando atingir o objetivo geral deste trabalho que é analisar a metodologia de ensino da língua inglesa do 6º ano A da Escola Estadual Benedito Oliveira, durante o dia 30 de abril deste ano foram observadas duas aulas na turma do 6º ano A. No processo de observação constatou-se que as informações obtidas através da entrevista e da aplicação do questionário eram verídicas. Os alunos ao decorrer das aulas observadas se mostravam interessados e dispostos a aprender. Notou-se que o total de discentes presentes na sala era um total de 40, o tornava a sala lotada. E por conta da falta de espaço o processo de ensino da língua inglesa era dificultoso, o número elevado de alunos trazia desordem e desconcentração. O educador utilizava da abordagem tradicional, aplicando exercícios no quadro negro, os alunos copiando em seus cadernos e respondendo em sala de aula, pois segundo o professor, caso a atividade ficasse para ser respondida em casa, grande parte da turma não concluiria a atividade.

Primeiramente, o educador da turma iniciava as aulas relembrando do conteúdo trabalhado na aula anterior. Em seguida dava continuidade ao conteúdo programático, fazendo esquemas no quadro referente ao assunto e aplicando exercícios que basicamente eram constituídos de perguntas e respostas.

Nas aulas observadas, conteúdo trabalhado foi o verbo “To be”, havendo revisão das formas afirmativas, negativas e interrogativas.

Apesar da falta de estrutura e da superlotação da sala de aula, os educandos correspondiam bem ao professor e interagiam durante todo o tempo, por diversas vezes tirando dúvidas sobre o vocabulário.

Por fim, através deste processo de observação pôde-se observar o método de ensino utilizado pelo professor, que é o tradicional, e verificar as principais dificuldades encontradas pelos alunos, que neste caso é a falta de compreensão do vocabulário da língua inglesa. E além desse aspecto, descobrir as alternativas adotadas pelo professor da turma que levam ao aluno a se interessar pelo aprendizado de uma segunda língua, que é a utilização de algumas atividades voltadas para o lúdico, colaborando assim para que haja um maior interesse dos discentes no que se refere ao aprendizado da língua inglesa.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante das transformações e dos avanços mundiais, o indivíduo deve sim procurar estar interagindo com o mundo cujo qual ele faz parte, procurando se conscientizar de que o aprendizado da língua inglesa é muito importante para seu desenvolvimento intelectual.

É essencial lembrar também que no ensino de uma língua estrangeira não temos que perseguir a “perfeição”, mas devemos encorajar e animar ao educando, fazer com que desenvolva interesse em aprender cada vez mais sobre a segunda língua, neste caso a inglesa, principalmente quando se trata de vocabulário, pois o domínio cada vez mais amplo do vocabulário enriquece a capacidade de compreensão de cada indivíduo.

Sem dúvida, a aquisição de uma nova língua amplia o horizonte de conhecimento de um indivíduo. Além desse fator, a metodologia de ensino usado durante o processo de aprendizagem de uma segunda língua deve causar interesse para o aprendiz, sendo que este deve ser eficiente tanto para o educador quanto para o educando, pois se quiserem chegar à proficiência de seus objetivos no que se refere ao ensino de língua inglesa, devem procurar formas atualizadas que sejam capazes atender suas reais necessidades.

Cabe também ao professor procurar uma melhoria na qualidade do processo de ensino-aprendizagem, não se limitando apenas a expor o conteúdo, mas deve procurar desenvolver novas práticas didáticas para que haja entre os discentes um aprendizado maior. Contudo, o aluno também tem que exercer seu papel de receptor, procurando estar motivado a aprender. E aliando-se a isso as autoridades competentes devem auxiliar esses educadores, trazendo propostas de melhoria para o ensino da língua inglesa que ainda é tão defasado em nosso país.

Conclui-se que, através da análise dos dados coletados durante a pesquisa para a realização deste trabalho e observando o método de ensino utilizado pelo professor, percebeu-se que a metodologia usada no 6º ano A, da E. E. Prof. Benedito Oliveira é a abordagem tradicional, pois, de acordo com o professor da turma, por conta do excesso de alunos na turma fica inviável utilizar a abordagem comunicativa, como era seu desejo a princípio. Foi analisado que neste caso, a abordagem tradicional não é totalmente eficaz, pois os alunos da turma têm muita dificuldade no que se refere à aquisição do vocabulário da língua inglesa.

Assim, verificou-se que o professor deve adotar alternativas que levem ao aluno a se interessar pelo aprendizado e que os auxiliem a assimilar mais sobre o vocabulário desta língua, pois se descobriu que esta é a principal dificuldade encontrada pelos alunos da turma.

Contudo, é necessário deixar claro que não depende somente da metodologia de ensino da língua estrangeira para chegar ao principal objetivo no processo de aprendizado, que é a aquisição de uma nova língua. Cabe a cada um, educador e educando, ter a consciência de que é responsável pelos seus resultados, sendo que o educador deve transmitir conhecimento da forma mais eficaz e o educando devendo estar sempre disposto a aprender coisas novas para seu enriquecimento intelectual.

REFERÊNCIAS

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