O Casamento Está no Fim: Incompatibilidade de Gênios?
Categorias: Casa e Família, Casamento, Divórcio, Medicina Alternativa, Mulher, Psicologia, Psicoterapia, Relacionamentos
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Escrito por: Angela
Ainda que sejamos leigos em questões jurídicas, parece-nos evidente que a “incompatibilidade de gênios” seja o argumento mais utilizado para justificar o fracasso de um número cada vez maior de casamentos desfeitos.
Se por um lado, a rotina forense reconhece essa premissa como verdadeira; por outro lado, a prática nos revela que há algo mais intenso numa relação a dois, capaz de transformar qualquer intenção de resgate: impossível, uma vez que favorece toda e qualquer incompatibilidade a adquirir proporções gigantescas, por menor que essas possam ser, como é o caso da “perda da sintonia sexual” que, em geral, acontece quando o casal já não se ajusta, porque um já não conhece mais o próprio desejo e, portanto, ignora o desejo do outro. Com o passar do tempo, surgem as mágoas, ressentimentos e até o rancor e, a indiferença se instala.
À medida que os sentimentos vão sendo reprimidos, o casal passa a saber, cada vez menos, um do outro. Nessa dinâmica é possível que um dos dois sinta-se rejeitado enquanto o outro reclama estar sendo cobrado (embora não esteja), por algo que não tem para dar.
Não há a menor clareza com o que está acontecendo entre eles. Na falta decisiva do diálogo, o silêncio se instala e, cada vez menos, um tem o que dizer ao outro.
Não é raro que a ausência do desejo na vida do casal estimule o interêsse, algumas vezes compulsivo, por atividades domésticas como arrumação da casa, dotes culinários, dedicação excessiva ao filhos ou convites para satisfazer os desejos gastronômicos.
É muito frequente nesses relacionamentos que, enquanto um deseja estar enroscado nos lençóis, o outro convida para testar a receita da sobremesa que trouxe do escritório; enquanto esse deseja trocar carícias no sofá, aquele deseja fazer experimentos com o novo molho branco para a macarronada. E, cada vez mais, essa visão diferenciada, irá criando graus elevados de insatisfação por conta da “perda da sintonia sexual”. Esse olhar para o parceiro, destituído de calor e sensualidade é que faz, via de regra, enxergar no dia a dia, ainda que inconscientemente, oportunidades várias para um contato cordial, um cafuné platônico ou um beijo fraternal.
A presença da libido tende a hierarquizar a importância das coisas do cotidiano e, uma vez que o desejo já não é reconhecido na vida do casal, é compreensível que esse clima de desencontros, silêncio e insatisfações, gere mau-humor, discórdia e ressentimentos mútuos, tornando incompatível todo e qualquer interêsse comum que um dia transformou esse homem e essa mulher, num casal.
ANGELA CORRÊA/RJ
Psicóloga-CRP:05/10053
www.psicologaangelacorrea.com.br



abril 19th, 2009 às 16:11
vivemo em um mundo de regreção, e a família é um dos últimos fatores, que faltava pra ser dilacerado. as pessoas cada dia mais céticas, a avalanche da mídia de acesso fácil a interegir, tudo é muito rápido para notícia ou qualquer outra coisa, cada um faz do jeito quer como quer, não há mais sencura, a vontade ficou insaciavel, promiscuidade, a sensasualidade por não dizer a prostituição. o lésbianismo, homoxesualismo, tem e póde hora que quiser, está na tela da tv do computador, os seridos, novelas filmes etc, tudo contribui pra esse fim danoso que se vê no meio da familia, não tem que acode, poderia Deus, mas são poucos mos que querem.
dezembro 15th, 2009 às 8:48
e verdade mas a pior coisa que existe e quando vc descobre que quem vc ama nao tem nada aver com vc
abril 10th, 2010 às 3:11
É seu Francisco, se for como o sr. escreve está ruim mesmo o negócio…
A familia foi inventada para ser destruída, isto é história, a família burguesa terá seu fim; ou pensa que as coisas são assim pq ‘deus’ quer???
abril 10th, 2010 às 3:15
Sobre o texto, pq “perda da sintonia sexual” entre aspas?? isso tem um nome não é dona Ângela? Tem que estudar pra escrever certinho sobre as coisas pow…
fevereiro 1st, 2012 às 9:27
Mas…e quando todasa estas insatisfações são por problemas financeiros? Por que um acha que está sustentando toda uma familia, mas não está fazendo nada apenas para si, ou seja, apenas para o coletivo? O que fazer com o preconceito gerado entre casais quando um ganha mais que o outro e culpa o parceiro por gastar todo seu dinheiro em casa e não estar satisfazendo seus desejos individuais?