Os textos Jornalísticos na Internet. Uma breve análise gramatical.

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Os textos Jornalísticos na Internet.

Uma breve análise gramatical.

Zilca Versânia da S. Nascimento

[email protected]

RESUMO

Na atualidade os textos jornalísticos ganharam uma forma prática, rápida e econômica de alcançarem seus leitores, os exemplares on line. Divulgados livremente na internet estes textos trazem característica especificas e são fontes valiosas de conhecimento e pesquisa.  Procuramos através deste artigo, analisar as nuances que precedem os textos disponíveis à população fazendo algumas observações à luz da gramática textual. 

Palavras-Chaves: Texto Jornalístico. Leitores Virtuais. Internet.

ABSTRACT

Currently the journalistic texts gained a practical, fast and economical way to reach their users, the copies online. Freely published on the internet these texts bear specific characteristic and are valuable sources of knowledge and research. We seek through this article to analyze the nuances that precede the texts available to the public by making some remarks in light of text linguistics and discourse analysis.

Key Words – Newspaper Text. Virtual Reading. Internet.

1 INTRODUÇÃO

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. A elaboração de textos é imprescindível a este profissional. Podemos conceituar de textos jornalísticos todo texto que traga o objetivo de informar ou divulgar informações. Esses devem ser concisos, claros e objetivos. Sua linguagem deve ser adaptada ao público alvo evitando assim termos dúbios ou ambigüidades. Porém essa simplicidade textual não deve ser confundida com desleixo gramatical ou ausência de coesão e coerência, mas como artimanha visando o diálogo entre autor e leitor.

Sobre os textos jornalísticos e sua linguagem, Lage1 afirma que a linguagem jornalística ideal é aquela que concilia comunicação eficiente e aceitação social, incorporando expressões coloquiais de criação recente, denominações transpostas de jargões científicos para designar novos objetos, e atualizações que se mostrem necessárias, concretizadas, por exemplo, em termos surgidos na televisão ou em expressões técnicas utilizadas por economistas.

Bakhtin2 afirma ainda que “A importância de se formar leitores críticos está fundamentada na própria noção de democracia. Afinal, a linguagem não é utilizada apenas para transmitir informações, mas, e, sobretudo, para firmar interesses, estabelecer níveis de dominação, fazendo do mundo dos signos uma arena onde são travadas as mesmas batalhas encontradas no mundo dos homens.”

Mas afinal o que é um bom texto jornalístico? Para Franklin Martins3 essa pergunta não é fácil de responder, pois “quando lemos um texto bem escrito, somos capazes de dizer que estamos diante de um bom texto. Ou, ao contrário, quando lemos algo mal escrito, sabemos que não vale grande coisa. É o mesmo que se dão quando achamos uma comida saborosa ou olhamos um quadro que nos emociona. Não temos explicações para o que sentimos, mas não temos dúvida do que sentimos.”

E no caso dos textos jornalísticos a responsabilidade de elaboração vai além das boas regras gramáticas, pois seu objetivo é trazer ao leitor a informação e convida-o a raciocinar em determinado assunto, formando sua própria opinião.

2 SUBDIVISÕES DOS TEXTOS JORNALÍSTICOS

Quanto à formação classificamos os textos jornalísticos em 06 tipos. Ressaltamos que não vamos nos aprofundar nessa temática, pois nosso objetivo principal é avaliar o que se vincula pela internet e está subdivisão serve apenas para melhor compreensão.

  • ARTIGO – Texto interpretativo e opinativo, mais ou menos extenso, que desenvolve uma idéia ou comenta um assunto a partir de determinada fundamentação. Geralmente é assinado por algum articulista, ou jornalista do veículo de comunicação.
  • EDITORIAL – Texto jornalístico opinativo, publicado sem assinatura e referente a assuntos ou acontecimentos locais, nacionais ou internacionais de maior relevância. É a “opinião” do jornal ou da revista, representa seu ponto de vista, sua ideologia e o próprio modo de fazer jornalismo.
  • ENTREVISTA – A entrevista é um dos instrumentos de pesquisa do repórter. Com os dados nela obtidos ele pode montar uma reportagem de texto corrido em que as declarações são citadas entre aspas ou pode montar um texto tipo perguntas e respostas, também chamado “pingue-pongue”. Existem dois tipos de entrevista: a de informação ou opinião (quando entrevistamos uma autoridade, um líder ou um especialista) e a de perfil (quando entrevistamos uma personalidade para mostrar como ela vive e não apenas para revelar opiniões ou para dar informações). Existem também as entrevistas de rotina, ou de amostragem, quando um grupo é entrevistado para a abordagem de determinado tema.
  • MATÉRIA – Tudo o que é publicado, ou feito para ser publicado, por um veículo de comunicação (jornal, revista, rádio, TV).
  • NOTÍCIA – Relato de fatos ou acontecimentos atuais, de interesse e importância para a comunidade e de fácil compreensão pelo público.
  • REPORTAGEM – Conjunto das providências necessárias à confecção de uma notícia jornalística: cobertura, apuração, seleção dos dados, interpretação e tratamento, dentro de determinadas técnicas e requisitos de articulação do texto jornalístico informativo. O recurso das “grandes reportagens” (ou reportagens especiais) tem um caráter, além de jornalístico, documental.

3     METODOLOGIA

Visitamos o site dos jornais de maior circulação local e que oferecem a ferramenta de jornal virtual. Neste ambiente tivemos a oportunidade de estudar as diversas matérias disponíveis aqueles que acessarem o site.

Em nossas observações encontramos diversos textos jornalísticos veiculados pela Internet. A maioria em formato de noticia, ou seja, relatando fatos ou acontecimentos de interesse geral da população.

A linguagem apresentada é simples e parcialmente impessoal já que em dados momentos revela aspectos da opinião do autor.

Notamos, no entanto o descuido de alguns autores com a gramática culta e a incidência de muitas ambigüidades.

Em alguns textos percebemos verdadeiras ciladas gramaticais e desvios considerados imperdoáveis a luz da gramática.

Percebemos também o uso da figuras de linguagem principalmente o eufemismo evitando chocar o leitor com verdades cruéis.

O que mais nos chamou atenção foi à presença de termos tipicamente orais como os vícios de linguagem o que caracteriza a preocupação do autor do texto em ser o mais popular possível.

Observamos que símbolos, fluxogramas, fotos e imagens são utilizados como atrativos e para o leitor não ter duvidas quanto ao tema principal do texto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na atualidade a busca por informação é muito grande. Os profissionais do jornalismo buscam correr na velocidade exigida pelo leitor ávido por conhecimento. Neste ínterim percebemos que algumas regras básicas são atropeladas em nome da urgência.

As novas diretrizes da educação orientam o professor a utilizar os textos jornalísticos em sala de aula visando desenvolver a visão critica do educando dentro da própria realidade.

Vimos os textos jornalísticos presentes atualmente como fontes imensuráveis de aprendizado. Indo da gramática normativa até a produção textual e deve ser incluídos nos planos de aula como ferramenta de estudo.

A matéria jornalística veiculadas em site da internet tem ainda outra característica que é a leitura por parte dos adolescentes que vêem na internet uma fonte de lazer

Essa característica desperta o interesse por outras leituras e conseqüentemente a ampliação de seu conhecimento.

Lamentamos apenas que muitas vezes os textos apresentados são pouco valorizados e sua transcrição constitui verdadeiras “chacinas” da boa língua.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Cultura. LAGE, Nilson. 1982. Ideologia e técnica da notícia 2ed. Petrópolis: Vozes.

____________ 1985a Linguagem Jornalística. São Paulo: Ática.

____________ 1985b Estrutura da Notícia. São Paulo: Ática.

  1. BAKHTIN, M (V. Voloshinov). 1979. Marxismo e Filosofia da Linguagem. (Trad. M. Lahud e Y. E. Vieira), São Paulo: Hucitec. (Coleção Linguagem).

Site

  1. http://www.franklinmartins.com.br/naestante_artigo.php?titulo=o-que-e-um-bom-texto-jornalistico. Acessado em 29/01/2011 às 23:50h
  • http://www.scribd.com/doc/15086770/Texto-jornalistico. Acessado em 30/01/2011 às 01:10h.
  • http://www.infoescola.com/redacao/textos-jornalisticos/. Acessado em 01/02/2011 às 18:30h
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo. Acessado em 04/02/2011 às 06:30h

Sobre Feed do Autor

Possui graduação em Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (2009). Estudante de pós-graduação pela UNAVIDA em Metodologia do Ensino do Português.

3 comentário para “Os textos Jornalísticos na Internet. Uma breve análise gramatical.”

  1. Zilka, li rapidamente seu texto. Parabéns pela coragem. Continue exercitando esta atividade..Socorro Barbosa diz:

    Zilka, continue exercitando essa atividade. Sua iniciativa já é um bom começo. No próximo trabalho, seja mais específica, apresente exemplos e cite a fonte. Cuide bem da pontuação.
    Amplie este trabalho. Faça dele seu ponto de partida e delimite o corpus analisado.
    Obrigada pela confiança
    Socorro Barbosa

  2. Bella diz:

    Faço minhas as suas palavras: “a responsabilidade de elaboração vai além das boas regras gramáticas, pois seu objetivo é trazer ao leitor a informação e convida-o a raciocinar em determinado assunto”.

    Eis a sua maior missão: Convidar o leitor a pensar através de seus textos.

    Parabéns!

  3. Ana Paula diz:

    Realmente achei muito interessante os pontos abordados em sua análise.Parabéns,ficou ótimo

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